Posts tagged ‘instituições financeiras’

Bancos e investidores estrangeiros já ensaiam retorno para a Bolsa

Adriele Marchesini

SÃO PAULO – A queda quase que generalizada do mercado de ações brasileiro em 2008 – situação essa causada, principalmente, pela debandada recorde de investidores estrangeiros, que somou R$ 24,629 bilhões – fez com que instituições financeiras brasileiras reduzissem suas aplicações em renda variável ao menor nível anual da história. Conforme dados divulgados pela BM&F Bovespa, a participação de bancos e outras empresas do segmento nos negócios totais foi de 7,8% pela média. É a primeira vez que o índice encerra um ano abaixo de dois dígitos desde o início da série histórica do levantamento, datado de 1994. No ano anterior, a participação havia ficado em 10,4%. Mas com melhores oportunidades e um certo fôlego verificado nos primeiros dias do ano, a expectativa é que haja uma retomada dessas aplicações, assim como dados apontam para uma tendência de retorno do capital internacional: nos três primeiros dias úteis do ano, o Ibovespa – que mede a variação das principais ações negociadas – já acumula recuperação de 12,68%, depois de cair mais de 40% no ano passado.

“A diminuição do apetite das instituições financeiras por ações se agravou mais da metade do ano em diante, à medida que a situação externa evoluiu negativamente. Elas tiveram de ser mais conservadoras em suas posições”, explicou o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. Os números demonstram essa situação. Em agosto, a participação estava em 9,8% do total. No mês seguinte – período no qual a crise financeira internacional se agravou, após a concordata do Lehman Brothers – a fatia foi reduzida para 7%, caindo para 6% em outubro e atingindo sua mínima, de 5,4%, em novembro. No último mês do passado, a situação mostrou sinais de recuperação, quando a participação aumentou para 6,2%. A tendência é que esse movimento de retomada dos investimentos continue. “Os preços dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americanos) acabaram se sobrevalorizando por conta da forte procura”, continuou Campos, indicando que esse tipo de aplicação perdeu gradativamente sua atratividade – quando mais caro se paga pelo papel, menor é o retorno dos juros que já são extremamente baixos nos Estados Unidos, flutuando entre 0,25% e zero. Além disso, conforme apurou o DCI, os altos lucros dos bancos com operações de títulos e valores mobiliários vistos ano passado tendem a não se repetir em 2009, exatamente por conta da renda fixa, que foi vista ano passado como a aplicação com melhor custo-benefício. O motivo são as perspectivas de queda na taxa básica de juros da economia, a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Para se ter uma ideia, dados do Banco Central mostraram que, em 2008, esses ganhos mais que dobraram pela média dos cinco maiores bancos do País.

“Como a Bolsa sempre antecipa os movimentos, as notícias ruins que continuam aparecendo já estão precificadas. Então, as aplicações em ações voltam a se tornar uma alternativa viável”, ponderou Campos, levando em consideração o baixo preço dos ativos. Professor da ESPM e gerente de Projetos Comerciais de um banco com porte considerável, Oswaldo Pelaes Filho adiciona uma variável a essa lógica. “Muitas instituições também deixaram de aplicar em renda variável porque, com a escassez de linhas de linhas interbancárias, precisaram utilizar os recursos para sua atividade-fim, que é a concessão de crédito”, ponderou. “Dessa maneira, com a recuperação das linhas e com ajuda do governo federal, novamente os bancos vão ter um caixa excedente, não tão grande quanto em 2008, e vão voltar a aplicar”, adicionou.

Grandes investidores estão retornando às bolsas

Grandes investidores estão retornando às bolsas

Os dados também mostram que o movimento de debandada dos investidores internacionais – os principais negociadores do mercado, com 35,5% do toal – dá sinais claros de desaceleração. Em outubro, saíram R$ 4,7 bilhões do mercado brasileiro, cifra reduzida para R$ 1,15 bilhão em novembro e, finalmente, para R$ 440 milhões no último mês do ano. “Esses investidores começam a perceber que a rentabilidade da renda fixa cai. Então, para melhorar seus rendimentos, voltam a aplicar em ações”, explicou Keyler Carvalho Rocha, professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA). “Percebeu-se que o potencial de crescimento das ações brasileiras são muito melhores que de outros países”, continuou. Campos Neto, do Schain, lembrou que desvalorização de aproximadamente 30% do Real frente ao dólar no ano passado reforça o ganho da estratégia de buscar o mercado brasileiro. “Os próprios preços em Real estão menores, o que aumenta a atratividade”, afirmou. “Mas o fato de estarmos passando por um momento positivo não descarta novas oscilações”, finalizou.

Boletim divulgado ontem pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) mostrou que, no acumulado de 2008, a captação de recursos no mercado de renda variável somou R$ 34,882 bilhões, 55% a menos do que os R$ 75,5 bilhões registrados em 2007. A cifra, contudo, ainda é 10% maior do que os R$ 31,3 bilhões verificados em 2006.

Do volume emitido no ano passado, R$ 7,8 bilhões foram oriundos de ofertas primárias de ações (IPO, da sigla em inglês). Nas destinações de recursos feitos por meio dessas operações, destacou-se a aquisição de participação acionária, representando 56,3% do total. Em segundo lugar, veio a necessidade de capital de giro, com 27,8%.

Conforme a BM&F Bovespa, o valor de mercado das 392 empresas brasileiras de capital aberto encerrou o ano em R$ 588,5 bilhões, com um recuo de 55% frente ao R$ 1,293 trilhão contabilizado em janeiro de 2008, quando 402 companhias estavam listadas. Nos primeiros cinco dias de 2009, o volume teve um avanço de 8,8%, para R$ 640 bilhões.

janeiro 7, 2009 at 8:00 pm Deixe um comentário

Recuperação ou mais perdas? Rumo das bolsas está nas mãos do Congresso dos EUA

Falar da crise financeira é quase que redundante. Quando se pensa que as nuvens que pairam sobre Wall Street irão se dissipar, ventos trazem mais nebulosidade à praça financeira mais importante do globo. Após concordata do Lehman Brothers, socorro à AIG, atuação conjunta dos bancos centrais no mundo, entre outros eventos que mexeram com os investidores nos últimos dias, nesta semana que se passou, o foco ficou com o pacote anti-crise.

Nada menos que US$ 700 bilhões devem ser desembolsados pelo governo norte-americano para adquirir os ativos podres que vêm impactando os balanços contábeis das principais instituições financeiras. Ao menos, esta é a intenção de Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA e grande arquiteto das dimensões do pacote.

Mas Paulson não está sozinho na expectativa de aprovação do pacote. “A despeito das dificuldades imprevistas, a crença é que o plano de socorro seja de fato aprovado, possivelmente com algumas modificações implementadas de última hora”, afirma Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio. A perspectiva é compartilhada pela maior parte do mercado.

“Acredito sim que o Congresso norte-americano vá liberar o uso dos recursos”, afirma, em visão semelhante, Rossano Oltramari, sócio e analista da XP Investimentos. “E com o aval dos congressistas, o clima deve aos poucos se amenizar e as bolsas devem encontrar uma janela de recuperação”, arrisca.

“Cautela não faz mal a ninguém”

Todavia, um pouco de cautela não faz mal a ninguém. Tendo em vista a resistência que o pacote vem enfrentando, ironicamente, na bancada republicana, não se pode descartar a possibilidade de que o pacote não seja liberado. “Neste cenário, veremos uma escalada do stress nos mercados, com os negócios sendo abalados no mundo”, alerta Oltramari.

Por sua vez, Sidnei Nehme, da NGO Corretora de Câmbio, enxerga com olhos pessimistas o recente desempenho do mercado brasileiro. “Os movimentos parecem absolutamente descolados de qualquer fundamento sustentável. A queda atual é maior do que as repercussões no exterior”, observa.

De fato, a única certeza nos últimos tempos é de continuidade das incertezas, advindas das mais diversas esferas, inclusive da macroeconômica. Prova disso foi o crescimento anualizado do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre do ano, que nesta sexta-feira, revelou-se bem menor que o esperado.

Nesse sentido, entre os indicadores previstos para os próximos pregões, Oltramari destaca os relativos ao nível de atividade econômica, como o ISM Index, e o Relatório de Emprego. Mas ressalva: “embora possa impactar de certa forma os mercados, a agenda econômica tem ficado para segundo plano frente à magnitude do desenrolar da crise”.

O câmbio

Por fim, o investidor deve manter-se de olho também nas flutuações do mercado de câmbio, principalmente após os prejuízos revelados pela Sadia e pela Aracruz nesta sexta-feira. “Acredito que tenham sido casos isolados. Mas não custa nada ficar atento aos comunicados corporativos”, afirma Oltramari.

“A forte deformação na taxa cambial é altamente prejudicial aos negócios reais da economia e causa enormes prejuízos às empresas importantes que buscam a utilização de mecanismos legítimos nos segmentos do mercado de câmbio futuro”, explica Nehme, que acredita que as recentes oscilações na trajetória do dólar tenham forte cunho especulativo no mercado futuro.

Traçar projeções focadas ao curto prazo no atual momento de extrema turbulência é tarefa difícil, para não dizer impossível. “Talvez uma cartomante dê palpites mais precisos”, ironiza Oltramari. A prerrogativa é ainda mais válida no mercado de câmbio, reconhecidamente um dos mais instáveis.

Todavia, Oltramari acredita que o real deva, no médio e longo prazo, retomar sua trajetória de fortalecimento em relação à moeda norte-americana. “Os recentes movimentos são especulativos e devem se comportar apenas como uma correção”, afirma.

Fonte: http://economia.uol.com.br/

setembro 28, 2008 at 1:00 am Deixe um comentário


Dados econômicos

IBOV
Gráfico IBOV
Dow Jones
Gráfico Dow Jones
Treasuries Americanos
titulos do tesouro americano
Óleo
Gráfico óleo
Petrobrás (Petr4)
Vale5
Grafico vale
ADR-Vale(RIO-p)
Grafico vale
Níquel intraday
nickel
Bolsa na Ásia
BOLSAS NA ÁSIA

analise fundamentalista analise grafica de açoes análise gráfica análise técnica análise técnica de ações aplicar em ações aplicar na bolsa aplicar na bolsa de valores aprenda a investir em açoes aprender a aplicar na bolsa de valores aprender a investir em ações açoes açoes da bolsa de valores açoes em alta ações da Petrobrás ações de empresas brasileiras ações na bolsa BM&F Bovespa bolsa de valores Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa capitalização da Petrobras carteira de ações Comissão de Valores Mobiliários compra de ações compra e venda de açoes comprar ações comprar ações da petrobrás curso Análise Gráfica curso de investimentos em açoes curso gratis de açoes cursos de investimentos cursos de investimentos em ações Dow Jones economia americana economia norte-americana educação financeira fundo de ações fundos de investimentos ganhar dinheiro com ações ganhar dinheiro na bolsa home broker Ibovespa instituições financeiras investidor investidores investidores estrangeiros investimento de longo prazo investimento em ações investimento na bolsa de valores investimentos em ações investimentos na bolsa de valores investir em ações investir na bolsa investir na Bolsa de Valores investir no Mercado de Ações mercado acionário mercado de ações mercado de capitais mercado financeiro nasdaq novos investidores Oferta de ações da Petrobras o que é home broker pequeno investidor PETR4 preço das ações preços das ações queda das bolsas renda variável valorização das ações vender ações volatilidade do mercado Wall Street índice da bolsa de valores