Posts tagged ‘fundo de ações’

Onde investe o fundo de ações mais rentável de 2010

João Sandrini, de EXAME.com

Nada é mais importante para um fundo de investimentos do que seu histórico de desempenho – ou “track record”, no jargão do mercado financeiro. Ainda que a rentabilidade passada não seja garantia de lucros futuros, quem tem dinheiro em mãos prefere contratar os serviços de gestão de recursos de quem consegue consistentemente bater a média do mercado, seja na renda fixa ou na bolsa. Entre os fundos de ações, poucas casas brasileiras possuem um “track record” tão interessante quanto a Skopos (veja o histórico na tabela abaixo). Lançado em 2001, o primeiro fundo da asset acumula uma valorização de 1.538,8% (já descontadas as taxas anuais de administração), contra uma alta de 354,2% acumulada pelo Ibovespa na década passada. Em 2010, quando o Ibovespa subiu apenas 1%, o fundo se destacou ainda mais. Segundo os dados publicados no site Como Investir, da Anbima (a associação dos bancos de investimento e gestoras de recursos), nenhum fundo de ações foi melhor que o da Skopos (clique aqui e veja o ranking).

Ano Rentabilidade do fundo Skopos BRK FIC FIA Ibovespa
2001 44,73* -11
2002 46,43 -17
2003 33,51 97,3
2004 46,72 17,8
2005 17,56 27,7
2006 53,24 32,9
2007 36,69 43,7
2008 -44,78 -41,2
2009 97,45 82,7
2010 47,03 1
Fonte: Skopos e Bovespa
*Acumulado entre maio e dezembro

Em entrevista concedida a EXAME.com, Fernando Spnola, da Skopos, afirma que os sócios do fundo buscam investir em bons negócios, que possuem um bom time de gestão e são negociados em bolsa a um bom preço. Assim como no ano passado, as maiores posições do fundo estão atualmente aplicadas em Dasa, Dufry, Porto Seguro e OHL. Ele afirma, no entanto, que as ações brasileiras já não parecem baratas como as americanas, por exemplo. Leia abaixo os principais trechos da entrevista, concedida por e-mail:

EXAME.com – Qual é a filosofia de investimentos da Skopos? Qual é a principal característica que diferencia o trabalho de vocês de outras assets?

Spnola – Nosso principal objetivo é gerar retorno absoluto investindo em ações. Gerimos um portfólio relativamente simples que pode ser dividido em dois grupos: posições long (compradas) e posições short (vendidas). No lado comprado, temos uma carteira concentrada composta de cinco a sete posições em empresas com as seguintes características: bom negócio, bom time de gestão e bom preço. Do lado short (vendido), possuímos posições de curto prazo em empresas específicas e podemos proteger o portfólio vendendo contratos futuros do índice. Mas é importante ressaltar que grande parte da nossa performance vem do nosso portfólio comprado. Aprendemos muito com outros gestores e tentamos melhorar um pouquinho todos os dias. O gestor ideal seria uma mistura de Bruno Rocha [Dynamo] com Luis Stuhlberger [CSHG] e que trabalhasse 60 anos gerindo dinheiro de terceiros. Vamos tentar fazer isso.

EXAME.com – O que fez o resultado de 2010 ser tão bom? Quais foram as principais posições ganhadoras?

Spnola – Obviamente, estamos felizes com um resultado tão positivo num período de tempo relativamente curto. O correto posicionamento setorial, uma excelente performance das companhias (influenciada por méritos da gestão e por um ambiente de negócios favorável) e uma certa dose de sorte combinaram-se para compor um resultado incomum. Nossa estratégia recente, implantada no final de 2009, está baseada em dois pontos principais: 1) busca de maior previsibilidade; e 2) redução da exposição líquida do fundo. As principais posições no ano passado foram Dasa, Dufry, Porto Seguro e OHL.

EXAME.com – Qual é a expectativa para a bolsa em 2011? Que setores e ações são vistos com mais otimismo?

Spnola – Não temos expectativas para desempenho da bolsa e desconfiamos muito de quem acha que sabe para aonde o mercado vai. Mas as ações brasileiras já não são as mais baratas. Nosso custo de oportunidade, o CDI, é um dos mais altos do mundo. Parece mais óbvio um americano comprar ações nos EUA do que um brasileiro comprar ações no Brasil. Nossa posição permanece igual, não divulgamos as posições vendidas e elas são muito pequenas, liquidas e de curto prazo.

EXAME.com – No site oficial, a Skopos diz que adota um “ativismo positivo”. O que seria exatamente isso? No conselho de que empresas há representantes da Skopos? Vocês realmente participam do processo de reestruturação de empresas e participam das decisões estratégicas?

Spnola – Como temos um horizonte de investimento longo e um processo de análise que dura meses e que pode levar anos até que tenhamos uma posição grande em uma companhia, acabamos ficando próximos da gestão, o que nos possibilita a troca de idéias, opiniões e experiências sobre determinados assuntos. Um assento no conselho de administração faz com que este processo seja muito mais eficiente. Essa é a nossa postura nos conselhos: agregar valor em áreas específicas sem ambição de controlar nada. Com relação às pessoas que representam a Skopos e outros investidores minoritários, em alguns casos indicamos sócios da Skopos e em outros casos pessoas com algum conhecimento específico e que julgamos serem mais indicadas para uma determinada companhia, dependendo das necessidades de cada negócio. Não buscamos negócios para reestruturação e atuamos como conselheiros independentes no interesse das companhias, em decisões estratégicas ou não.

EXAME.com – O fundo já apareceu na mídia engajado em causas como a melhoria das regras do Novo Mercado. Essa é uma preocupação constante?

Spnola – Sempre damos muito peso para a questão de governança, mas acreditamos que a melhor proteção é estar aliado a pessoas honestas e competentes.

EXAME.com – O Pedro Luiz Cerize é o principal sócio da Skopos?

Spnola – Sim, o Pedro é o sócio fundador. Atualmente, a empresa é uma “partnership” com sete sócios.

EXAME.com – Como surgiu a ideia de montar a asset? Como o fundo conseguiu obter consistentemente ganhos bastante elevados em todos anos desde o início das operações (com exceção de 2008)? Quais foram as posições mais vencedoras ao longo desses dez anos?

Spnola – O Pedro foi o trader de bolsa no BBA-Creditanstalt de 1997 a 2000. Ele mantinha contato com gestores de hedge funds americanos que investiam no Brasil e viu que havia muito pouca gente fazendo isso aqui e que, mais cedo ou mais tarde, essa indústria teria que crescer. Quem saísse na frente teria alguma vantagem. Nossos maiores acertos foram em Caemi, Industrias Romi, Fosfertil, Porto Seguro, OHL, Dasa e Ultrapar, entre outras.

EXAME.com – Quanto dinheiro vocês administram?
Spnola – Atualmente gerimos 1,8 bilhão de reais.

Anúncios

janeiro 27, 2011 at 10:47 am Deixe um comentário

Fundo de dividendos é alternativa de aplicação menos volátil

Se a forte oscilação da Bolsa de Valores assusta – principalmente em um ano tão instável como foi 2010 -, mas há interesse em se aventurar com renda variável, um bom caminho pode ser investir em fundos que aplicam em ações de companhias com bom potencial para o pagamento de dividendos, apontam analistas.

Os dividendos são a distribuição de parte do lucro das empresas para seus acionistas. Em alguns casos, esse pagamento é feito mais de uma vez por ano e em um percentual elevado, em torno de 70% ou 80%.

Nesses fundos, a ideia é que os ganhos para os cotistas venham tanto da valorização das ações – como ocorre nos demais fundos de ações – como do pagamento dos dividendos. Outra vantagem apontada pelos especialistas é que este tipo de fundo tende a ter uma oscilação menor que a do Ibovespa, referência do mercado, seja para cima ou para baixo. Mas é preciso ficar alerta: o risco ainda existe, como em todo investimento em renda variável.

O fundo é um pouco menos arriscado que aqueles que miram apenas na valorização das ações, mas evidentemente vai oscilar como todo fundo de ações.

dezembro 15, 2010 at 7:52 pm Deixe um comentário

Investidores contam o que aprenderam com a crise na Bovespa

Investidores contam suas experiências na Bolsa de Valores

Investidores contam suas experiências na Bolsa de Valores

Os sucessivos “tombos” da Bovespa, acompanhados de raros momentos de euforia, têm tirado o sono dos pequenos investidores que apostaram no mercado de ações e amargam prejuízos com o fim do ciclo de valorização causado pela crise financeira internacional: em 2008, o principal índice da bolsa paulista já caiu 43%.

Atraídas pelos últimos cinco anos de alta do Ibovespa (que saltou dos 11.268 pontos, em 2002, para 63.886, em 2007), muitas pessoas físicas colocaram dinheiro em renda variável recentemente. Segundo números da Bovespa, considerados os meses de setembro, o número de investidores individuais cresceu de 284,5 mil, em 2007, para 527,6 mil, neste ano.

Para muitos desses investidores, o sobe-e-desce recente nas bolsas em todo o mundo é uma experiência inesperada e um exercício de paciência indesejado por quem só queria rendimento maiores. Por isso, o G1 entrevistou investidores que sentiram na pele – e no bolso – os efeitos da “montanha russa” financeira. Eles contam o que aprenderam com a crise financeira.

Saída definitiva
O representante comercial Dorival dos Santos, 59 anos, tirou R$ 2 mil da renda fixa para aplicar em um fundo de ações da Vale e da Petrobras. “Eles me mostraram o quanto as ações tinham subido no ano passado, e eu pensei: vou colocar alguma coisa só para ver como funciona.”

O objetivo, segundo Dorival, era usar o rendimento  para comprar uma televisão LCD no final do ano. Mas o sobe-e-desce esgotou a paciência do investidor. Há cerca de 15 dias, decidiu pegar o dinheiro de volta antes que a situação ficasse pior: resgatou R$ 1,3 mil. “Foi sufoco, resolvi tirar porque senão não ia comprar nem um chicletinho.”

O que aprendeu: “Eu não entro mais. É um mercado legal para quem tem disponibilidade, para quem gosta de sofrer, é ótimo. Eu prefiro uma coisa mais light.”

Diversificação
O empresário Franklin Toassa, 25 anos, começou a investir em ações há cerca de dez meses. Optou por diversas formas de renda variável: um fundo de ações escolhidas por uma corretora, um fundo de papéis da Vale e Petrobras e ações que comprou pelo home broker. Ele estima que, até agora, tenha perdido cerca de R$ 6 mil.

Toassa diz que superou o nervosismo das perdas porque não tem planos de usar o dinheiro aplicado no curto prazo. Apesar disso, lamenta não ter aplicado parte das economias em investimentos que pudesse resgatar em caso de necessidade. “A gente não espera uma super queda dessas.”

O que aprendeu: “A diversificar mais. Eu colocaria dinheiro em outras coisas também para ter mais liquidez. Ação é para longo prazo.”

Mudança de estratégia
O economista Rodrigo Nogueira, de 25 anos, começou a operar na Bovespa na época das “vacas gordas”, em 2004. Ainda estudante, aplicou R$ 500 e entrou e saiu diversas vezes do mercado financeiro, aproveitando a tendência de alta. Aos poucos, aumentou o montante aplicado.

O economista diz que, no balanço dos quatro anos em que aplica no mercado financeiro, já está no negativo. Não desistiu, no entanto, de investir em bolsa. Pelo contrário: diz que agora aposta no longo prazo e que não fará parte do “efeito manada”, em que investidores saem da bolsa por conta das perdas.

Por acreditar que o certo é “comprar na baixa e vender na alta”, o economista voltou à Bovespa recentemente, quando o índice chegou aos 40 mil pontos. Para se proteger, trocou ações mais arrojadas – e arriscadas – por papéis tradicionais.

O que aprendeu: “O jeito é “esquecer do dinheiro por um tempo (…) A estratégia é tentar diminuir esse prejuízo, tem que ter frieza nesses momentos.”

Influência do gerente
O assessor jurídico Renato Pires, 34 anos, nem tinha interesse no mercado de ações. Estava feliz com os seus R$ 40 mil aplicados na velha poupança. Entrou em março, seguindo recomendação de seu irmão mais novo, gerente de banco, que recomendou investimento em um fundo que cobria perdas de até 12%.

Como a desvalorização do mercado superou o valor garantido pelo banco, ele já acumula perdas de R$ 8,5 mil. “Vou esperar até março, quando empatar eu vou sair. Já disse para o meu irmão que, se eu precisar do dinheiro nesse tempo, ele vai ter que me pagar a diferença.”

O que aprendeu: “Se fosse hoje eu não aplicaria de novo, deixaria lá na conta-poupança. É um mercado que tem influência de acontecimentos mundiais. Você está investindo em uma coisa sobre a qual você não consegue controlar tudo.”

Mais informação
O economista Leandro Marques, 25 anos, não é novato no mercado de ações: começou a investir há cinco anos e já enfrentou os altos e baixos do mercado. Nada parecido, no entanto, com os efeitos da crise financeira atual.

Até agora, ele estima ter perdido cerca de 30% de seus investimentos. “Eu só tinha vivido realizações normais, de crise política, essas coisas. Você nunca imagina que vai passar pela pior crise desde 1929”, diz.

Embora ainda acredite no mercado de ações e esteja tranqüilo porque quer usar o dinheiro apenas na aposentadoria, ele acredita que poderia ter ficado mais atento aos indícios da gravidade da crise e, quem sabe, vendido alguns papéis antes do aprofundamento da baixa.

O que aprendeu: “Daqui pra frente vou ficar mais atento para este tipo de noticiário (o econômico internacional). Se estivesse mais informado, talvez pudesse ter comprado menos. Isso serve de lição.”

outubro 18, 2008 at 3:56 pm Deixe um comentário


Dados econômicos

IBOV
Gráfico IBOV
Dow Jones
Gráfico Dow Jones
Treasuries Americanos
titulos do tesouro americano
Óleo
Gráfico óleo
Petrobrás (Petr4)
Vale5
Grafico vale
ADR-Vale(RIO-p)
Grafico vale
Níquel intraday
nickel
Bolsa na Ásia
BOLSAS NA ÁSIA

analise fundamentalista analise grafica de açoes análise gráfica análise técnica análise técnica de ações aplicar em ações aplicar na bolsa aplicar na bolsa de valores aprenda a investir em açoes aprender a aplicar na bolsa de valores aprender a investir em ações açoes açoes da bolsa de valores açoes em alta ações da Petrobrás ações de empresas brasileiras ações na bolsa BM&F Bovespa bolsa de valores Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa capitalização da Petrobras carteira de ações Comissão de Valores Mobiliários compra de ações compra e venda de açoes comprar ações comprar ações da petrobrás curso Análise Gráfica curso de investimentos em açoes curso gratis de açoes cursos de investimentos cursos de investimentos em ações Dow Jones economia americana economia norte-americana educação financeira fundo de ações fundos de investimentos ganhar dinheiro com ações ganhar dinheiro na bolsa home broker Ibovespa instituições financeiras investidor investidores investidores estrangeiros investimento de longo prazo investimento em ações investimento na bolsa de valores investimentos em ações investimentos na bolsa de valores investir em ações investir na bolsa investir na Bolsa de Valores investir no Mercado de Ações mercado acionário mercado de ações mercado de capitais mercado financeiro nasdaq novos investidores Oferta de ações da Petrobras o que é home broker pequeno investidor PETR4 preço das ações preços das ações queda das bolsas renda variável valorização das ações vender ações volatilidade do mercado Wall Street índice da bolsa de valores