Os investimentos mais recomendados para este ano

janeiro 7, 2011 at 10:53 am Deixe um comentário

A incerteza e algum optimismo andarão de mãos dadas em 2011. Conheça os principais desafios que estão reservados para os seus investimentos.

O optimismo parece estar de volta aos mercados. Depois de, em 2010, as acções mundiais terem subido, em média, 9%, e a economia mundial crescido 4,8%, os especialistas apostam que 2011 será mais um ano de fortes ganhos nas praças financeiras e na economia real.

Segundo as últimas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial deverá crescer no próximo ano 4,2% e apresentar um superávite orçamental de 0,5% do PIB. Nas contas dos analistas, as acções mundiais deverão seguir no mesmo sentido e valorizar 10%, a volatilidade do mercado accionista continuará longe dos máximos de 2008, e os economistas da maioria das casas de investimento não acreditam que o Banco Central Europeu e a Reserva Federal norte-americana (Fed) alterem a taxa de referência das suas moedas nos próximos 12 meses.

Estas são as boas notícias. As más é que o sistema bancário continua frágil e com dificuldades em obter financiamento nos mercados, a ocorrência de uma segunda recessão mundial continua a ser uma possibilidade bem real, a crise da dívida soberana na zona euro ainda não terminou e a taxa de desemprego nas maiores economias mundiais dificilmente registará um decréscimo significativo.

Por todos estes motivos pode assemelhar-se 2011 a um verdadeiro jogo de xadrez, em que qualquer movimento de um simples “peão” facilmente poderá abrir caminho a um morteiro “xeque-mate” na carteira e nos bolsos dos investidores.

Motor do crescimento

De acordo com os ‘outlooks’ desenhados para este ano por parte de dez casas de investimento a que o Económico teve acesso, os mercados emergentes serão novamente os principais catalisadores do crescimento global. William De Vijlder, responsável pelo departamento de investimentos do BNP Paribas Investment Partners, é um dos especialistas que defende esta ideia. No documento com as perspectivas económicas para 2011 do banco francês, Vijleder refere que “o crescimento económico mundial continuará a divergir em 2011 e muitas economias emergentes deverão prosperar ainda mais em comparação com as economias desenvolvidas.” O Bank of America Merril Lynch partilha da mesma ideia, perspectivando um crescimento sólido para este ano nas economias emergentes “mas não tão forte como o registado este ano, por as importações aumentarem mais depressa que as exportações”. Mesmo assim, o consenso do mercado estima uma taxa de crescimento do PIB dos emergentes de 6% e uma inflação anual de 5,4%, “que será controlada pelos bancos centrais através da subida das taxas de juro e da acumulação de reservas internacionais superiores a 590 mil milhões de dólares”, refere Alberto Ades, do Bank of America Merril Lynch.

Para a generalidade dos especialistas, as “jóias da coroa” em 2011 no bloco dos emergentes serão a China e o Brasil. Segundo as estimativas do FMI, a economia do Império do Meio deverá crescer 9,6% e o país de Dilma Rousseff 4,1%. No mercado accionista, os analistas aguardam por uma valorização de 23% das acções presentes no principal índice chinês e a que os investidores estrangeiros têm acesso, e de 33% no caso do índice brasileiro. Já o Barclays Capital não tem dúvidas em perspectivar um desempenho da generalidade das acções dos emergentes superior à das obrigações.

Europa em apuros

Em Novembro, Keith Wade e Azad Zangana, economista-chefe e economista para a Europa, respectivamente, da Schroders, escreveram que “a austeridade será o tema central de 2011 e facilmente tomará o papel principal como principal barreira ao crescimento global.” Não será difícil de antever que a zona euro será o local onde esta realidade será mais evidente, dado o estado débil das contas públicas de alguns dos seus Estados-membros, como é o caso de Grécia, Portugal, Espanha e Itália, os países do espaço do euro que menos crescerão em 2011, segundo as projecções do FMI.

Os analistas do Citi, tal como muitos outros, vaticinam mesmo que “Portugal venha a recorrer à ajuda do Fundo de Estabilidade Financeira Europeu em breve” e que o ‘bailout’ da Irlanda “apenas comprou algum tempo mas não resolveu os problemas fundamentais de solvência do país”, escreve Willem Buiter, economista-chefe do Citi, no ‘outlook’ para 2011 do banco norte-americano. Contudo, não significa que não haja boas oportunidades no Velho Continente. Sam Morse, da Fidelity, refere que “a Europa continua a ser rica em ideias baseadas numa estratégia de ‘stock-picking’, independentemente do ritmo da recuperação económica da região em relação a outras partes do mundo”. Para Morse, as apostas europeias mais atractivas estão, sobretudo, na Alemanha por “ser o primeiro beneficiário do forte crescimento nos mercados emergentes e da política do BCE focada ‘numa medida encaixa a todos'”.

Tio Sam com força para surpreender

Nos EUA, a história parece poder vir a desenrolar-se de maneira diferente, pelo menos a contar com as estimativas da maioria dos analistas. A começar por Wade e Zangana que, apesar de esperarem uma contínua recuperação da economia global, perspectivam “uma recuperação especial dos EUA, que tem sido impulsionado por fortes lucros e balanços saudáveis do sector empresarial.”

No ‘outlook’ para 2011 e 2012 do Goldman Sachs, a equipa de analistas liderada por Dominic Wilson refere que espera “uma aceleração substancial do PIB real nos próximos dois anos a um ritmo de 4% até meados de 2012” e aponta uma valorização média das acções dos bancos norte-americanos superior a 25%, como resultado “da melhoria das perspectivas da economia dos EUA, do fortalecimento do crescimento dos empréstimos e da quebra das perdas do crédito.” A generalidade dos especialistas acredita que a maior economia do mundo deverá surpreender este ano pela positiva, apesar de continuar a haver algumas reservas, no longo prazo, em relação “aos níveis de endividamento do governo e dos consumidores e à possibilidade de haver lugar a um aumento de impostos”, como salienta Adrian Brass, responsável pelo departamento de acções norte-americanas da Fidelity.

Fonte: Económico

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