Saiba como e quando mexer em sua carteira de investimentos

novembro 22, 2010 at 10:21 am Deixe um comentário

Anderson Figo, de Infomoney

Uma boa carteira é aquela que o investidor consegue um bom retorno com o menor risco possível. Em tempos voláteis, se fazem necessários alguns ajustes no portfólio a fim de aproveitar as oportunidades que surgem na bolsa.

“Não existe mercado ruim. Você ganha quando a bolsa sobe e você ganha quando a bolsa cai. Você não ganha só quando a bolsa está alta. Pode-se investir apostando em uma baixa e você lucra com a perda do Ibovespa. Então, a hora de mexer na carteira é a qualquer momento”, contextualiza Erich Beletti, sócio da Conexão BR Assessoria de Investimentos.

O consultor explica que o conhecimento gráfico pode auxiliar a perceber o momento certo de trocar sua estratégia. “Bolsa em 72 mil pontos, é uma resistência difícil de passar. Não faz lógica alguém ficar comprado com a bolsa nesse patamar. Quem conhece gráfico acha isso evidente, mas quem não conhece mantém posição e acaba se surpreendendo com uma baixa”, afirmou Beletti. “O momento de mudar a carteira é o momento que o gráfico disser”.

Objetivo atingido é hora de realizar lucros!
De acordo com o professor do Calil & Calil Centro de Estudos de Formação de Patrimônio, Mauro Calil, um bom momento para a mudar sua estratégia na composição da carteira é quando um objetivo é atingido. Esse objetivo pode ser tanto o preço-alvo de determinada ação, como o target de retorno que você estipula com seu portfólio.

“Quando a carteira atinge esse objetivo, ela deve realizar lucros, chova ou faça sol. Muita gente vai dizer que ainda tem que verificar se ainda tem potencial de crescimento. Mas, nada garante, por técnica alguma, que esse potencial se mostrará verdadeiro na prática. Então, assim que ela atingir seu objetivo, deve-se realizar lucro e buscar ativos que ainda não tenham subido, ou mesmo deixar seu dinheiro de lado, esperando uma oportunidade de mercado, porque a queda sempre vem”, comenta o professor.

Segundo Calil, é essencial ao montar uma carteira que o investidor estipule uma meta de retornos com aqueles investimentos. “Por exemplo, quero ganhar 10% ao ano, ou 20% ao ano. O que não pode é querer ganhar acima do Ibovespa sempre. É muito difícil isso. Em um mês você consegue e no outro não”, disse.

Rebalanceamento das carteiras
O grande segredo de saber o momento exato para mexer em sua carteira é compreender as oportunidades de realização. Calil explica que tais oportunidades aparecem não apenas depois de um objetivo ser cumprido, mas também através do rebalanceamento das carteiras. Esta tática já é uma velha conhecida dos veteranos de mercado, pois constava na obra “Investidores Inteligentes”, de Grahan.

“Você coloca 50% na renda fixa e outros 50% na renda variável, em momentos periódicos, que pode ser uma vez por mês, por exemplo. Você rebalanceia. Ou seja, se a renda variável subir demais, você vende a renda variável e compra a renda fixa. Se a renda variável cair, você vende a renda fixa e compra renda variável de modo a sempre manter os 50% nesta periodicidade que você estabeleceu”, explicou.

O fator prazo
Antes de alterar a composição de seu portfólio, é preciso definir exatamente qual é o prazo que você pretende obter retornos. Afinal, pouco adianta montar uma carteira com ações que possuam um bom potencial de longo prazo se sua necessidade de dinheiro é para dois meses.

Considerando esta perspectiva, você pode montar uma carteira composta somente por papéis com expectativa de longo prazo ou, talvez, caso deseje investir por pouco tempo, somente olhando para o curto prazo. A melhor saída, porém, é abrir espaço tanto para papéis que podem subir no curto ou no longo prazo, em uma proporção que vai variar de acordo com a necessidade de recursos de cada investidor.

Reduza os riscos, diversifique!
Ao montar uma carteira, independente do período estipulado para obter retornos, a ideia principal é sempre diminuir os riscos. Um boa estratégia para isso é diversificar os setores. Nesse sentido, quanto mais ativos que reagem de formas distintas ao impacto de uma determinada mudança no mercado, melhor.

Por exemplo, uma carteira com Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5). Embora as empresas tenham diferenças, ambas estão bastante expostas aos preços internacionais da celulose e do papel, além de serem sensíveis às alterações na cotação do dólar, pois são exportadoras. Com isso, a probabilidade de ambas caminharem na mesma direção é grande.

Uma alternativa muito mais interessante é tentar diversificar o setor, pois os diversos setores tendem a reagir de forma diferente às mudanças no cenário econômico ou corporativo. Por exemplo, se você tem ações de empresas exportadoras, vale a pena diversificar com algumas que possuam boa parte de suas receitas no mercado interno.

Assim, analise de perto as seguintes variáveis: o impacto de mudanças na cotação do dólar, aumento de juros tanto no Brasil como nos EUA, variação nos preços internacionais de commodities e outros. Para diversificar, o ideal é que as empresas reajam de forma diferente à combinação destas e outras variáveis.

Além de diversificar o setor, é importante que você tenha uma quantidade variada de ativos para não ficar muito exposto a apenas um ou dois papéis. Neste caso, o seu risco de perdas seria muito maior. Isso porque, mesmo não existindo um número ideal, as carteiras com mais ativos tendem a mostrar um melhor desempenho em relação à redução de risco.

Entenda mais o mercado
Beletti, da Conexão BR, ressalta a importância do investidor conhecer melhor o mercado antes de investir. Segundo ele, as pessoas podem montar uma carteira segura e ao mesmo tempo com bons retornos apenas com operações em renda variável. “Você pode fazer lançamento coberto, você pode fazer operações long and short. Então, eu não vejo problema nenhum em a pessoa manter 100% dos investimentos em bolsa, desde que ela saiba o que está fazendo”, disse.

Mesmo após um conhecimento do mercado, Calil acredita que uma dica importante para o investidor é que ele acompanhe seus investimentos. É necessário que o investidor saiba se o seu objetivo está caminhando para mais próximo ou mais distante de ser atingido. Isso também é fundamental para perceber a necessidade de mexer na carteira.

“No caso da renda variável, as pessoas devem se instruir um pouquinho. Isso não quer dizer ficar olhando o sobe e desce das ações todos os dias, mas é preciso sim acompanhar com cerca periodicidade seus investimentos”, completou o professor.

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