Investidor externo faz fila por título de empresa brasileira

agosto 3, 2010 at 7:12 pm Deixe um comentário

Companhias e bancos que foram ao mercado internacional vender títulos de dívida tiveram demanda superior à oferta

Brasil é a bola da vez para investidores extrangeiros

Brasil é a bola da vez para investidores extrangeiros

Os investidores estrangeiros estão fazendo fila pelos bônus das companhias brasileiras. Gol, Braskem, BM&FBovespa, Banco Panamericano, Banco Mercantil do Brasil e Banco BMG aproveitaram o humor do investidor externo e foram ao mercado em julho para colocar seus títulos de dívida. Todos tiveram demanda superior ao valor que pretendiam emitir: na operação da Gol, a demanda superou em quatro vezes a colocação de US$ 300 milhões; o BMG vendeu US$ 250 milhões, mas encontrou investidores para US$ 1,5 bilhão; enquanto o Panamericano registrou demanda 6,5 vezes superior à sua emissão.

Há analistas que vêem no apetite dos investidores uma janela de oportunidades para emissões brasileiras. Outros entendem que os fundamentos do País é que estão atraindo a demanda dos investidores. “O Brasil é a bola da vez. Todo o mundo quer conhecer e investir aqui. Não vejo uma janela para o Brasil, mas uma melhora do humor global”, afirma Fabio Mentone, diretor do investment banking do Bradesco.

Segundo Mentone, o panorama geral do Brasil está muito melhor na comparação com o resto do mundo, o País tem classificação de grau de investimento para suas dívidas já há algum tempo e, diante dos juros internacionais, os percentuais pagos pelas empresas brasileiras são atrativos para o investidor.

“Temos observado ondas nesse mercado de títulos de dívida. Houve uma no final do primeiro trimestre e agora uma nova. Elas acompanham o movimento de aversão ao risco por parte dos investidores”, afirma Flavio Serrano, economista-sênior do Banco Espírito Santo. Ele lembra que há “abundância de liquidez” no mercado internacional e esse dinheiro vai em busca de ativos para investir que ofereçam um bom retorno com baixo risco.

Janela
Segundo Serrano, a onda do início do ano começou com os bancos fazendo emissões. Os meses de maio e junho foram pautados pela volatilidade provocada pela aversão ao risco diante do recrudescimento da crise na União Europeia. “Em julho, abriu-se novamente a janela para emissões.” Para Mentone, do Bradesco, não houve janela. O Brasil foi atrapalhado pela aversão ao risco no mundo.

O Banco Panamericano foi ao mercado com o objetivo de vender US$ 300 milhões em bônus por cinco anos. “A demanda foi muito forte. Chegou a seis vezes e meia esse valor”, conta Luis Palhares, tesoureiro do banco. A maioria dos compradores foram investidores europeus, com 49% do total, e os americanos, com 25%.

Outro banco que lançou papéis externos de dívida foi o Mercantil do Brasil. Cristiano Gomes, diretor financeiro do Mercantil, afirma que a expectativa inicial da instituição era captar US$ 150 milhões. “Como a demanda chegou a US$ 600 milhões, acabamos colocando US$ 200 milhões”, diz.

De acordo com Gomes, durante as reuniões com investidores começou-se a negociar a emissão com taxas de 9,75% ao ano. Ela acabou sendo fechada a 9,625%. “O mercado havia ficado fechado por dois meses. Ninguém tinha clareza de como seria a colocação”, lembra.

Segundo o executivo, como a demanda foi muito grande, alguns investidores procuraram o banco e pediram que a operação dos US$ 150 milhões fosse reaberta. “Mesmo com uma taxa menor, eles tomaram mais US$ 50 milhões”, afirma. Nessa parte da emissão, a taxa ficou em 9,5%.

Taxas
Mentone avalia que as taxas pagas pelas empresas e bancos brasileiros estão “dentro dos padrões”. O Bradesco atuou nas colocações da Braskem e do Panamericano. “As empresas fazem uma leitura do mercado para ver onde o custo é mais atrativo”, afirma o executivo.

A Braskem fez uma sondagem e encontrou disposição dos compradores para taxas de 7,5% ao ano e não aceitou. Em um segundo momento, encontrou investidores para taxas de 7% e acabou fechando a operação. “É uma taxa boa para emissões de dez anos. A do Panamericano foi a 5,625% ao ano, por uma emissão de cinco anos. É uma taxa super boa”, afirma Mentone.

Fonte: iG

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