Archive for janeiro, 2009

Com cortes nos juros, banco vê perspectiva positiva para ações da América Latina

Embora esperada, a flexibilização da política monetária nos países latino-americanos tem acontecido mais cedo e mais intensamente do que o estimado por muitos analistas, como é o caso do Bank of America-Merrill Lynch. Ainda esperando uma queda de pelo menos 150 pontos-base nas taxas da região, a instituição vê perspectiva positiva para os mercados acionários no curto e médio prazo.

Os argumentos dos analistas para tal avaliação são dois. Primeiro, o movimento de flexibilização das taxas combate a atividade econômica mais fraca, sendo que o consumo doméstico e os investimentos liderarão a recuperação econômica esperada para 2010, reforçando uma perspectiva de longo prazo positiva.

Em segundo lugar, o banco cita o fluxo de fundos domésticos, já que taxas básicas de juro menores devem se tornar catalisadoras de médio prazo para a alocação de recursos de fundos em ações, a partir de 2010.

Cautela em relação a certos setores
Apesar dessa visão otimista, o Bank of America-Merrill Lynch faz ressalvas quanto a alguns segmentos. “Nós permanecemos cautelosos em relação à perspectiva para os setores ligados a consumo doméstico e para companhias com alta alavancagem financeira na América Latina”, informam os analistas.

Dentre os riscos para as empresas ligadas a consumo doméstico estão o enfraquecimento das finanças do consumidor e da renda disponível, devido à deterioração dos mercados de trabalho, ao aumento do engessamento dos orçamentos familiares e às despesas com juros, refletindo empréstimos tomados para financiar bens, veículos e imóveis.

Já as companhias com alta alavancagem enfrentam a ameaça de um crescimento econômico menor e uma tendência de escolha de empresas com folhas de balanço mais fortes.

Para os analistas, a continuidade de um cenário pessimista para os mercados de crédito impede os consumidores e as empresas de se beneficiarem de termos de financiamento baratos, ofuscando a eficiência de taxas de juro menores.

Política monetária X Mercados
Dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) é dia de ficar atento na direção da política monetária brasileira, com expectativas de início de um ciclo de flexibilização das taxas por aqui. Enquanto a avaliação do Bank of America-Merrill Lynch mostra otimismo com a tendência, o banco publicou uma análise de correlação dos ciclos de corte com a performance dos índices acionários.

“Os mercados acionários apresentaram retornos positivos durante os ciclos de flexibilização monetária recentes na América Latina: no Brasil (2005 – 2007), no Chile (2001-2004) e no México (2005 – 2006). Porém, nos três países, as taxas básicas de juro apresentam baixa correlação com as ações”, informam os analistas.

Dessa forma, a recomendação é de que os investidores utilizem a política monetária mais como um barômetro do que como um indicador de como será a performance futura das bolsas latino-americanas.

Correlação no Brasil
Entre 2005 e 2007, o País passou por uma época em que a expectativa de inflação para 12 meses caiu de 4,9% para 3,8% e a taxa Selic caiu de 19,75% para 11,25% ao ano. Nesse período, as empresas do setor de consumo, materiais básicos e financeiro tiveram performance acima da média, impulsionadas pela queda do juro básico, pelo crescimento econômico e pelo boom dos preços das commodities.

De acordo com essa análise, o Brasil é o país com o coeficiente de correlação mais alto, de -0,34, com poder de explicação de 12%. No país, os setores com coeficiente mais alto são energia & saneamento e telecomunicações, que chegam perto de -0,40, com poder de explicação de 16%. Do lado oposto, materiais básicos e petróleo são os únicos segmentos cujos coeficientes ficam abaixo de -0,30, com poder de explicação de 9%.

janeiro 22, 2009 at 5:22 pm Deixe um comentário

Bancos e investidores estrangeiros já ensaiam retorno para a Bolsa

Adriele Marchesini

SÃO PAULO – A queda quase que generalizada do mercado de ações brasileiro em 2008 – situação essa causada, principalmente, pela debandada recorde de investidores estrangeiros, que somou R$ 24,629 bilhões – fez com que instituições financeiras brasileiras reduzissem suas aplicações em renda variável ao menor nível anual da história. Conforme dados divulgados pela BM&F Bovespa, a participação de bancos e outras empresas do segmento nos negócios totais foi de 7,8% pela média. É a primeira vez que o índice encerra um ano abaixo de dois dígitos desde o início da série histórica do levantamento, datado de 1994. No ano anterior, a participação havia ficado em 10,4%. Mas com melhores oportunidades e um certo fôlego verificado nos primeiros dias do ano, a expectativa é que haja uma retomada dessas aplicações, assim como dados apontam para uma tendência de retorno do capital internacional: nos três primeiros dias úteis do ano, o Ibovespa – que mede a variação das principais ações negociadas – já acumula recuperação de 12,68%, depois de cair mais de 40% no ano passado.

“A diminuição do apetite das instituições financeiras por ações se agravou mais da metade do ano em diante, à medida que a situação externa evoluiu negativamente. Elas tiveram de ser mais conservadoras em suas posições”, explicou o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto. Os números demonstram essa situação. Em agosto, a participação estava em 9,8% do total. No mês seguinte – período no qual a crise financeira internacional se agravou, após a concordata do Lehman Brothers – a fatia foi reduzida para 7%, caindo para 6% em outubro e atingindo sua mínima, de 5,4%, em novembro. No último mês do passado, a situação mostrou sinais de recuperação, quando a participação aumentou para 6,2%. A tendência é que esse movimento de retomada dos investimentos continue. “Os preços dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americanos) acabaram se sobrevalorizando por conta da forte procura”, continuou Campos, indicando que esse tipo de aplicação perdeu gradativamente sua atratividade – quando mais caro se paga pelo papel, menor é o retorno dos juros que já são extremamente baixos nos Estados Unidos, flutuando entre 0,25% e zero. Além disso, conforme apurou o DCI, os altos lucros dos bancos com operações de títulos e valores mobiliários vistos ano passado tendem a não se repetir em 2009, exatamente por conta da renda fixa, que foi vista ano passado como a aplicação com melhor custo-benefício. O motivo são as perspectivas de queda na taxa básica de juros da economia, a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Para se ter uma ideia, dados do Banco Central mostraram que, em 2008, esses ganhos mais que dobraram pela média dos cinco maiores bancos do País.

“Como a Bolsa sempre antecipa os movimentos, as notícias ruins que continuam aparecendo já estão precificadas. Então, as aplicações em ações voltam a se tornar uma alternativa viável”, ponderou Campos, levando em consideração o baixo preço dos ativos. Professor da ESPM e gerente de Projetos Comerciais de um banco com porte considerável, Oswaldo Pelaes Filho adiciona uma variável a essa lógica. “Muitas instituições também deixaram de aplicar em renda variável porque, com a escassez de linhas de linhas interbancárias, precisaram utilizar os recursos para sua atividade-fim, que é a concessão de crédito”, ponderou. “Dessa maneira, com a recuperação das linhas e com ajuda do governo federal, novamente os bancos vão ter um caixa excedente, não tão grande quanto em 2008, e vão voltar a aplicar”, adicionou.

Grandes investidores estão retornando às bolsas

Grandes investidores estão retornando às bolsas

Os dados também mostram que o movimento de debandada dos investidores internacionais – os principais negociadores do mercado, com 35,5% do toal – dá sinais claros de desaceleração. Em outubro, saíram R$ 4,7 bilhões do mercado brasileiro, cifra reduzida para R$ 1,15 bilhão em novembro e, finalmente, para R$ 440 milhões no último mês do ano. “Esses investidores começam a perceber que a rentabilidade da renda fixa cai. Então, para melhorar seus rendimentos, voltam a aplicar em ações”, explicou Keyler Carvalho Rocha, professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA). “Percebeu-se que o potencial de crescimento das ações brasileiras são muito melhores que de outros países”, continuou. Campos Neto, do Schain, lembrou que desvalorização de aproximadamente 30% do Real frente ao dólar no ano passado reforça o ganho da estratégia de buscar o mercado brasileiro. “Os próprios preços em Real estão menores, o que aumenta a atratividade”, afirmou. “Mas o fato de estarmos passando por um momento positivo não descarta novas oscilações”, finalizou.

Boletim divulgado ontem pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) mostrou que, no acumulado de 2008, a captação de recursos no mercado de renda variável somou R$ 34,882 bilhões, 55% a menos do que os R$ 75,5 bilhões registrados em 2007. A cifra, contudo, ainda é 10% maior do que os R$ 31,3 bilhões verificados em 2006.

Do volume emitido no ano passado, R$ 7,8 bilhões foram oriundos de ofertas primárias de ações (IPO, da sigla em inglês). Nas destinações de recursos feitos por meio dessas operações, destacou-se a aquisição de participação acionária, representando 56,3% do total. Em segundo lugar, veio a necessidade de capital de giro, com 27,8%.

Conforme a BM&F Bovespa, o valor de mercado das 392 empresas brasileiras de capital aberto encerrou o ano em R$ 588,5 bilhões, com um recuo de 55% frente ao R$ 1,293 trilhão contabilizado em janeiro de 2008, quando 402 companhias estavam listadas. Nos primeiros cinco dias de 2009, o volume teve um avanço de 8,8%, para R$ 640 bilhões.

janeiro 7, 2009 at 8:00 pm Deixe um comentário

Mercado financeiro vive momento de otimismo com proximidade da posse de Obama

Posse do presidente dos EUA dá tranquilidade ao mercado financeiro

Posse do presidente dos EUA dá tranquilidade ao mercado financeiro

O mercado financeiro internacional tem vivido um otimismo repentino desde as festas de fim de ano, diante da proximidade da posse de Barack Obama e isso tem se refletido no Brasil. É o que apontam analistas do setor, entrevistados hoje (7) pela Agência Brasil.

Do dia 2 ao dia 6 de janeiro, por exemplo, o Ibovespa, índice que reúne as 66 principais ações negociadas no país, teve valorização de 12,6% somando 42.312 pontos. Ontem (6), o governo brasileiro captou US$ 1 bilhão no mercado internacional, que passou os últimos seis meses com escassez de linhas de crédito, e hoje voltou a obter US$ 25 milhões no mercado asiático.

Mas os analistas destacam que, apesar dos investidores darem mostras de que recuperaram a confiança no sistema financeiro desde o final do ano passado, o primeiro semestre de 2009 ainda pode ser marcado pela instabilidade nas bolsas de valores.

No acumulado de 2008, o Ibovespa recuou em 41,2%, com 37.550 pontos, ante uma alta de 43,6% em 2007. A última vez que os negócios encerraram o ano em queda tinha sido em 2002 (17%).

O resultado do ano passado certamente está associado ao pânico que se espalhou mundo afora após os desdobramentos da crise financeira iniciada nos Estados Unidos e que ganhou seu ápice, no último trimestre do no passado.

Dados da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) indicam que o maior giro financeiro, em 2008, ocorreu em 13 de agosto, quando foi alcançado volume de R$ 13,05 bilhões com valorização do índice em 14,66%, também recorde no ano. Já a menor movimentação ocorreu no dia 26 de dezembro último (R$ 1,1 bilhão).

Na análise da economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, o repentino otimismo dos investidores está relacionado às expectativas em torno da nova gestão do governo norte-americano.

No final de 2008, Obama solicitou um aumento de recursos ao Congresso norte-americano mesmo antes de tomar posse. O novo presidente norte-americano assume no próximo dia 20.

De acordo com a economista, surgiram notícias no últimos dias sobre a possibilidade de que os investimentos norte-americanos possam ultrapassar a R$ 1 trilhão e isso causou empolgação. “Ele [Obama] tem surpreendido o mercado com o anúncio desses investimentos”, acentuou a economista. Na prática, isso significa aumento dos gastos públicos em infra-estrutura (rodovias, ferrovias, saneamento, etc), gerando emprego e renda.

Além disso, o mercado se animou com a decisão de Obama de cortar impostos e, por meio dos incentivos fiscais, colocar um fim à desconfiança do mercado, permitindo maior circulação da moeda e, conseqüentemente, do aumento na oferta de crédito.

“Com a retomada do dinamismo da economia norte-americana, isso puxa as demais economias”, disse ela, lembrando que a intenção de aumentar os gastos públicos não é exclusividade dos norte-americanos, exemplo que vem sendo seguido por outros países da Europa e da Ásia.

Para Alessandra, o Brasil deve se beneficiar com o novo quadro que começa a se desenhar porque, em situação de risco, os investidores migram para a compra de títulos das economias mais desenvolvidas e, se não há mais o temor de antes, a tendência é de um retorno do capital estrangeiro.

Isso explica em parte a valorização do real frente o dólar de 9,2%, no período compreendido entre 29 de dezembro e os primeiros quatro dias de 2009.

Só no dia de ontem (6), o Brasil conseguiu captar um volume de US$ 1 bilhão no mercado internacional com juros de 5,8% e resgate para 10 anos, observou o economista Luis Jurandir Simões, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras). “De outubro para cá, houve uma fuga dos investidores para os títulos norte-americanos como forma de proteção”, lembrou ele.

Simões avalia que o potencial brasileiro na movimentação das commodities (soja, minério de ferro e petróleo, dentre outros) já é um sinal das chances de avanço na economia porque seja qual for a crise, o mundo continuará necessitando de alimentos e outros produtos fornecidos pelo Brasil como o aço, por exemplo. O que emperra a aceleração da atividade produtiva, pondera, “é alto peso da carga tributária”.

Ele destacou que aos poucos as empresas estão voltando a obter crédito e que isso evidencia uma melhora da economia. No entanto, adverte que o ritmo “não vai voltar aos patamares que existia antes da crise”.

Luis Jurandir também não acredita que será repetida a euforia dos investidores no mercado de ações e que levou à pontuação máxima do Ibovespa a 73.616, em 20 de maio do ano passado.

janeiro 7, 2009 at 7:30 pm Deixe um comentário


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