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Mercado financeiro brinca de montanha-russa na semana
As notícias negativas da segunda-feira sobre a recessão confirmada nos Estados Unidos fez com que as bolsas da Ásia fechassem em queda na terça-feira. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio, por exemplo, sofreu baixa 6,35%. Asar da Ásia que o dia lá começa antes.
Na (mesma) terça-feira, as bolsas de Nova York fecharam com altas em seus principais indicadores, que recuperaram parte das perdas sofridas na segunda-feira.
O Dow Jones Industrial, principal índicede Wall Street, subiu 270 pontos (3,31%), para 8.419,09 pontos. Já o indicador da bolsa eletrônica, a Nasdaq, avançou 51,73 pontos (3,7%), para 1.449,8, enquanto o seletivo S&P 500, que mede o rendimento de 500 empresas, subiu 32,6 pontos (3,99%), para 848,81.
Os analistas já previam que o pregão nova-iorquino viveria um dia de alta, depois da queda com que inaugurou dezembro deste desastroso ano para os mercados financeiros. Na segunda-feira, o Dow Jones havia caído 7,7%, o que representou a segunda maior queda percentual do ano.
No Brasil, o mercado financeiro teve um dia “morno” nesta terça. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perdeu ímpeto perto da conclusão das operações e encerrou o pregão com alta moderada, seguindo o bom humor dos mercados em Nova York. O giro fraco de negócios foi inflado por dois leilões para compra de ações de minoritários. O câmbio teve um dia de forte alta e voltou à casa dos R$ 2,40.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,75% e atingiu os 35.000 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,64 bilhões. Nesta terça-feira foram realizados os leilões para compra de ações, de posse dos acionistas minoritários, da Petroquímica União e da Anglo Brazil, o que inflou o volume financeiro desta terça.
A agenda de indicadores esteve fraca novamente e os investidores ficaram atentos ao setor automobilístico norte-americano que passa por grave crise e está em busca de ajuda bilionária do Congresso dos Estados Unidos.
Porém chegou a quarta-feira e os mercados parecem tremer de novo.
A agenda do dia é expressiva em termos de divulgações econômicas nos Estados Unidos, o que imprime uma dose extra de cautela aos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje de mais de 1%, pressionada pelo desempenho negativo dos mercados internacionais e do enfraquecimento contínuo das matérias-primas (commodities).
Uma definição mais clara do mercado hoje está condicionada aos dados que serão divulgados ainda hoje nos EUA, especialmente a pesquisa ADP/Macroeconomic Advisors sobre o número de postos de trabalho criados ou perdidos no setor privado no mês passado.
Add comment Dezembro 3, 2008
Apesar de crise, investimento estrangeiro em setembro é 2º maior da história
Por EDUARDO CUCOLO – Folha Online
Os investimentos estrangeiros no setor produtivo do país atingiram em setembro o segundo maior resultado da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.
Segundo dados do BC, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 6,258 bilhões no mês passado, atrás apenas do resultado registrado em junho do ano passado (US$ 10,3 bilhões).
Já os investimentos em carteira (no mercado financeiro) registram um saída de US$ 1,246 bilhão. Houve uma perda de US$ 1,877 bilhão no mercado de ações e uma entrada de US$ 632 milhões em renda fixa.
No ano, os investimentos produtivos somam US$ 30,8 bilhões e o capital estrangeiro no mercado está positivo em US$ 16,9 bilhões. Do investimento em ações, resta apenas US$ 1,17 bilhão no país. No ano passado, foram investidos US$ 26,2 bilhões em ações.
Em outubro, já entraram no país US$ 3 bilhões em investimentos produtivos e o BC prevê encerrar o mês com US$ 3,5 bilhões, acima da média de US$ 2 bilhões registrada nos últimos tempos.
“Esses ingressos que estão sendo registrados agora são decisões que podem ter sido tomadas lá atrás. No investimento direto, o olhar é sempre de longo prazo”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
No mercado financeiro, o BC registrou saída de US$ 4,394 bilhões em ações do país até 23 de outubro. Na renda fixa saíam US$ 842 milhões.
Vulnerabilidade externa
Os dados de investimentos estrangeiros fazem parte do relatório do setor externo do BC, que mostra também uma saída de dinheiro por meio das transações correntes, que incluem as contas de serviços e rendas e a balança comercial.
As transações correntes do Brasil com o exterior, importante indicador que mede a vulnerabilidade externa do país, registrou déficit de US$ 2,769 bilhões em setembro, resultado pior que o registrado no mês de agosto (US$ 1,09 bilhão).
Com isso, o resultado negativo acumulado no ano já chega a US$ 23,264 bilhões –no mesmo período de 2007, o resultado era um superávit de US$ 3,6 bilhões, segundo dados do Banco Central.
O Brasil não registrava déficit nas suas transações correntes desde 2002. Mas o aumento das remessas de lucros para o exterior e a queda no saldo da balança comercial mudaram esse resultado.
Remessas de lucros
A conta de transações correntes é formada pelo superávit da balança comercial (US$ 19,7 bilhões no ano), pelas transferências unilaterais (US$ 2,84 bilhões) e pelos serviços e rendas (-US$ 45,7 bilhões).
A principal diferença em relação ao ano passado é o superávit menor da balança comercial, devido ao aumento das importações, e o aumento das remessas de lucros e dividendos das multinacionais, que somaram US$ 3,45 bilhões em setembro e US$ 28,2 bilhões no ano.
“A expectativa era de acomodação nessas remessas, mas houve um aumento no final do mês. Ela decorreu de necessidade de recursos devido ao acirramento da crise”, afirmou Altamir.
Ele afirmou que essas remessas devem cair, devido à redução na lucratividade das empresas estrangeiras no país, entre outros fatores. Nos 23 primeiros dias de outubro, saíram do país US$ 1,126 bilhão.
Dentro da contas de serviços e rendas destacam-se também os gastos dos brasileiros em viagens internacionais, que atingiram US$ 1,124 bilhão em setembro e US$ 8,9 bilhões no ano.
Fonte: Folha Online
Add comment Novembro 12, 2008
Como está o mercado para os investidores não-profissionais
Investir em ações não é para qualquer pessoa: é preciso ter o coração forte para agüentar as oscilações comuns em qualquer Bolsa de Valores. Contudo, a atual crise financeira internacional tem exigido doses extras de autocontrole dos investidores “comuns” (que não trabalham no mercado financeiro), que já viram o dinheiro aplicado reduzir-se consideravelmente desde meados de setembro, quando as turbulências se agravaram.
É o caso do funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta, 68 anos, que investe na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) há 20 anos. Horta, que começou a comprar ações com o intuito de garantir uma aposentaria tranqüila, teria um grande prejuízo caso vendesse seus papéis hoje. “Em relação há um ano, meu prejuízo seria de R$ 1 milhão”, calcula. O aposentado acompanha com preocupação a desvalorização da Bolsa paulista, cujas perdas acumuladas desde setembro já esbarram nos 40%. “Nunca houve uma crise igual. É a mais grave desde quando comecei a aplicar em ações. Essa foi para valer”, comenta Horta.
A apreensão de Horta é compartilhada pelo professor universitário Marco Antonio Picon, que aplica na Bovespa há cerca de cinco anos. O professor, que prefere não falar em valores, estima que perdeu mais da metade do capital investido desde que a crise se acentuou.
“Na verdade, deixei de ganhar, porque não realizei o prejuízo. Mas caso vendesse, perderia 55% do total investido. Por isso, acompanho os pregões diariamente, para evitar mais perdas”, afirma.
Os prejuízos sofridos por Horta e Picon podem assustar os ”marinheiros de primeira viagem”, que arriscaram parte de suas economias em um tipo de aplicação marcada pela volatilidade. Mas a recomendação dos especialistas se resume a uma palavra: paciência.
Segundo o gestor da área de Economia e Ciências Contábeis da USCS (Universidade São Caetano do Sul), Francisco Funcia, a Bolsa tem, historicamente, movimentos de altas e baixas e funciona como um termômetro do que está acontecendo nos mercados e do grau de confiança dos agentes econômicos. “Em momentos como esse, ela oscila bastante. Então, quem investiu parte dos seus recursos para um complemento de aposentadoria no futuro precisa ter paciência”, aconselha.
O professor de Finanças do curso de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) José Roberto Ferreira Savoia concorda com Funcia. “As pessoas que não venderam ações até o momento devem permanecer com elas porque agora caíram a um nível bastante baixo. Quem tem como esperar e levar o investimento a um longo prazo deve aguardar, pois a perspectiva é de uma retomada das Bolsas”, avisa.
Já para aqueles que compraram ações na época em que estavam valorizadas, com o intuito de obter lucros rápidos, o conselho é outro. “As pessoas que eventualmente tentaram aproveitar a onda altista que vinha acontecendo no primeiro semestre deste ano e compraram ações com o objetivo de curto prazo, talvez valha a pena vendê-las agora para o prejuízo não ser ainda maior”, pondera Funcia. “De qualquer forma, o conselho geral é: quem puder, não deve mexer”, orienta.
Papéis seguros – É natural que os investidores sofram com o atual momento de incerteza, pois até aqueles que investiram em ações seguras, como a das empresas Vale e Petrobras, já vêem acumular os prejuízos.
Isso porque, quando a crise se instalou, derrubou as exportações de commodities [matérias-primas como petróleo, negociadas no mercado internacional] — setor a que pertencem essas empresas. Com isso, quem investiu nesse setor, migrou para aplicações mais seguras. E o valor desses tipos de ações caiu.
Entretanto, mesmo com a atual desvalorização, o professor de Economia Internacional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Evaldo Alves ainda considera promissor o investimento nesses papéis. “Essas são as ações que vão se recuperar mais rapidamente. Elas serão sempre uma boa alternativa porque são papéis de setores que sempre vão ser necessários, como alimentação e energia. O que não é o caso de ações de empresas de bens dispensáveis, como automóveis e eletrodomésticos”, explica Alves.
Compra – Ao contrário do que muitos possam imaginar, o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para se comprar ações, que estão com os preços consideravelmente mais baixos.
“É um bom momento para comprar, mas apenas se a pessoa pensar em longo prazo. As ações não foram feitas para especular, e sim para quem pretende ter um investimento com boa rentabilidade pensando no futuro, no complemento da aposentadoria”, explica o professor da USCS Francisco Funcia.
A recomendação de Funcia é seguida à risca pelo professor universitário Marco Antonio Picon. “Nesse momento, não penso em vender minhas ações. Pelo contrário, estou comprando mais papéis, pois acredito que a economia vai se recuperar. Bolsa é um investimento de longo prazo”, considera.
O funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta também acredita na recuperação dos mercados. “Não tenho dúvida, isso é só uma questão de tempo. Aliás, se eu tivesse algum valor disponível hoje, compraria mais ações”, comenta.
Mas os economistas alertam que, antes de se arriscar, é necessário conhecer a dinâmica do mercado. “Quem não conhece e não tem tempo de acompanhar, certamente não é uma boa hora para começar”, avisa o professor da FGV Evaldo Alves.
“Primeiro, as pessoas precisam formar um entendimento. Só depois é que devem destinar uma parcela de seus recursos para a renda variável e fazer isso com muito cuidado”, acrescenta o economista da FEA/USP José Roberto Ferreira Savoia.
Carolina Lopes – Do Diário OnLine
Add comment Outubro 27, 2008
Economista fala sobre o sobe-e-desce do mercado financeiro
O economista Fábio Susteras, do Banco Real, participou de um chat no site G1 na última sexta-feira (10) e explicou aos internautas que participaram, questões relacionadas ao dólar em alta, à queda da Bovespa e às conseqüências do sobe-e-desce dos mercados financeiros no bolso do cidadão comum.
Na avaliação do economista, a paciência pode ser uma forte aliada para quem colocou algum dinheiro em renda variável.Susteras disse também que o prejuízo só ocorre quando o investidor vende as ações e que, em algum momento, essas ações vão se recuperar. Por isso este não é o momento de vender.
Em momento de crise, os investidores não querem correr riscos. Por isso, o primeiro passo é comprar papéis do tesouro americano, pois eles nunca deram calote. queda da bolsa mostra como está o humor do investidor. Quando a bolsa cai é porque tem investidor saindo dela. O investidor estrangeiro vende ações e compra dólar. Aí ele sobe.
O pequeno empresário deve refazer seus planos para proteger os seus negócios. E pensar que ano que vem não será tão bom quanto o último. Se o Brasil crescer 3,5% no ano que vem já é bom, em face aos problemas que estão ocorrendo.
Veja a matéria completa clicanco aqui e abaixo um vídeo sobre o comportamento das bolsas mundiais na semana que passou.
Em entrevista na sede do FMI como presidente do G-20, o ministro da Fazenda Guido Mantega acrescentou que os países emergentes “não podem pôr o pé no freio nem no acelerador. Temos de ser prudentes, vamos ter de conviver com menos crédito e juros mais elevados”.
Depois do encontro do grupo que reúne países industrializados e em desenvolvimento, Mantega disse ainda não acreditar em nenhuma solução que caminhe para restrição de movimento de capital ou restrição de comércio.
No Brasil, em particular, “não pretendemos colocar o pé no freio da economia. Temos de fazer ajustes, mas estes ajustes não vão no sentido de desacelerar o crescimento”. O ministro reiterou que, no caso do Brasil, são menores os efeitos da crise que as economias avançadas estão experimentando.
Add comment Outubro 12, 2008
É hora de se preparar para o mercado de ações
Apesar do momento de insegurança na economia mundial causada pela crise no sistema financeiro norte-americano, os especialistas dizem que é hora de comprar, mas com cautela. Em matéria publicada por Ana Paula Cardoso no Globo Online, fica claro que o momento é oportuno para quem quer fazer poupança a longo prazo. Apesar dos altos e baixos do mercado financeiro, os investidores não devem se intimidar. Especialistas do mercado financeiro recomendam entrada com cautela e a compra de papéis de empresas maiores listadas no Ibovespa.
Isso deixa claro que para investir no mercado de ações neste momento, o mais importante é ter paciência e saber o que está fazendo. Por isso, o mais recomendado, principalmente para investidores iniciantes é buscar conhecimentoe e especialização no assunto, através de cursos que são oferecidos na própria internet. A empresa kaemeBrasil (www.kaemebrasil.com.br), com sede em Caxias do Sul, no RS, busca levar esse conhecimento a esse universo de pequenos investidores e, assim, proporcionar melhores condições para entrar e operar no mercado de ações. O curso online “Aprenda a investir na Bolsa de Valores” ensina como utilizar ferramentas de análise técnica, planejar uma operação, traçar estratégias operacionais e maximizar lucros com investimentos em ações. O curso pode ser adquirido no site da empresa e pode ser pago e parcelado através de cartão de crédito.
Portanto, mais do que nunca, este é o momento de se preparar para enfrentar o mercado. O ensino online, assim como a internet de uma forma geral, está revolucionando os costumes e proporcionando a seus utilizadores, condições de progredir profissionalmente e economicamente.
Segundo Rafael Moysés, analista da Corretora Umuarama, o preço médio das ações de empresas brasileiras está abaixo da média dos papéis de outros mercados emergentes.
Bom momento para olhar o mercado
Como a bolsa brasileira dificilmente trabalha descolada de Nova York, os analistas não descartam mais perdas e volatilidade no futuro próximo. Para o gestor da XP Investimentos, justamente agora é um bom momento para olhar o mercado: “Acredito muito na recuperação. O momento atual é de exagero e o mercado financeiro funciona assim mesmo: trabalha nos extremos, tanto de euforia como de pessimismo”.
O Brasil recebeu dois carimbos de lugar seguro para investir – investment grade concedido pela Standard & Poors’ e pela Fitch Rating.
Add comment Outubro 3, 2008
ÚLTIMAS: Bolsas da Europa fecham em alta, à espera de pacote
Agência Estado - As principais bolsas européias terminaram o pregão de em alta, em meio ao otimismo de que um pacote revisado de auxílio ao mercado financeiro pelo Congresso dos Estados Unidos será aprovado nos próximos dias. O mercado acionário europeu também reagiu bem à intensificação das ações entre os governos e bancos centrais no sentido de apoiar o setor bancário.
Add comment Outubro 2, 2008
Conhecimento é base para ter sucesso ao investir em ações
Não adianta procurar um caminho alternativo, atalho, ou dica do cunhado.
A verdade é que, se alguém deseja realmente ter algum sucesso no mercado financeiro, tem de estar bem preparado. Esta é a idéia reforçada por Moacir Zamin, da Cedro Finance, durante palestra ministrada por ele na Expo Money, evento sobre investimentos que aconteceu em São Paulo, de 17 a 19 de setembro em São Paulo.
Zamin chama a atenção do investidor desde sua primeira frase: “a bolsa não é lugar para amadores”. O discurso é recorrente, tanto quanto verdadeiro. Para investir em ações, é preciso, antes, buscar a maior quantidade possível de informações, fatos, notícias e também conhecimento teórico. Caso contrário, cedo ou tarde, o investidor acaba sendo surpreendido pela mudança de humor do mercado, correndo um sério risco de sofrer perdas consideráveis.
Segundo o especialista da Cedro, existem três tipos de pessoas operando na bolsa. “As que querem ganhar dinheiro de forma rápida, aquelas cuja intenção é enriquecer lentamente, a perder de vista, e finalmente, quem quer ganhar dinheiro de forma inteligente”. Apenas uma delas será bem-sucedida, diz Zamin. A partir da noção de quanto é importante estar preparado para entrar no mercado de ações, existem alguns passos necessários para garantir, no mínimo, que a experiência não renda dores de cabeça.
Tenha iniciativa
O passo inicial é talvez o mais difícil. É preciso reconhecer as próprias limitações, as áreas em que não se possui conhecimento. Não apenas isso. Fundamental também é saber que ninguém, nunca, saberá tudo, e portanto, existe uma necessidade constante de aprendizado. Depois, é preciso ter iniciativa para mudar essa situação.
“Tudo depende de iniciativa”, afirma Zamin. “Iniciativa para buscar conhecimento, testar o que foi aprendido e, finalmente, colocar em prática”. Uma opção para quem está começando é experimentar seus conhecimentos, por exemplo, através de um simulador de investimentos, no qual as ações e cotações são idênticas ao ambiente real da bolsa. Na simulação, o investidor recebe uma quantidade virtual de dinheiro e pode comprar e vender ações com razoável verossimilhança, porém, sem riscos reais de perdas.
Desenvolva um método
“Se você decide operar na bolsa, ao comprar ou vender suas ações, deveria ser capaz de explicar cada passo que está dando. Caso não consiga fazer isso, não está pronto para investir”, enfatiza Zamin. Esta é a importância de se aprender uma metodologia para embasar seus investimentos.
“Quando o mar está calmo, qualquer barco navega bem”, diz Zamin. Nos períodos de alta da bolsa – como o que foi observado até o começo deste ano -, até quem não está preparado pode conseguir um bom rendimento para seus investimentos. O problema é que, nos períodos de maior turbulência, exatamente como o que atravessamos atualmente, uma grande parcela dos operadores se revela “aventureira”, e as perdas chegam a superar os lucros anteriores.
Por isso, antes de investir em ações, procure estudar, para embasar suas ações. Crie um método, seja ele apoiado na análise técnica – a qual baseia seus métodos na observação de algumas características do comportamento dos preços de alguma ação ao longo do tempo – ou na análise fundamentalista – que avalia os fundamentos das empresas, informações sobre sua contabilidade, seu balanço patrimonial e suas projeções para os próximos meses e anos .
Cada um dos métodos tem suas particularidades e aplicações, e a escolha de qual usar dependerá de perfil como investidor, dos riscos que está disposto a assumir, da rentabilidade desejada e do tempo esperado para que isso aconteça.
Aprenda a controlar as emoções
Estratégia é importante, mas não significa sucesso, se não houver controle. Um dos maiores inimigos dos investidores é, muitas vezes, sua própria ganância. A vontade de ganhar muito, de enriquecer em apenas um dia, ou uma semana, pode impedir quem opera na bolsa de reconhecer a hora de parar, de vender uma ação, o que, no mercado financeiro, é essencial.
Além de ter informações e conhecimentos, é preciso que o investidor aprenda também a estabelecer metas tangíveis de rentabilidade. E tão importante quanto saber estabelecer uma meta, é ter a disciplina de parar quando ela é atingida, para reavaliar a estratégia e identificar novas oportunidades.
Fonte: Info Money
Add comment Outubro 2, 2008
Ações: em meio à turbulência, visão de longo prazo potencializa ganhos
A crise no sistema financeiro norte-americano influenciou os mercados de todo o mundo, levando a bruscas oscilações no Ibovespa, que iniciou a semana passada com -7,59%, o menor patamar desde 11 de setembro de 2001, e terminou a mesma semana em +9,57%, a maior alta desde 15 de janeiro de 1999. Em um momento de incertezas e de alta volatilidade como este, mais do que insegurança e medo, deve-se ter em mente a idéia de que a renda variável é um investimento de longo prazo, destinado a acumular um patrimônio para o futuro
“Vale lembrar que a rentabilidade apresentada considera a queda dos últimos meses, pois estamos considerando o preço de 09/09/2008, quando a bolsa estava em pouco acima de 48 mil pontos”, explicam os analistas do INI.
Quanto menor o tempo, maiores são as perdas
Mesmo em um cenário pessimista, com a bolsa atingindo somente os 38 mil pontos, para uma carteira com 39 ações, todas elas teriam ganhos superiores a 20% ao anos, se o investidor estivesse há mais de dez anos no mercado. Os bons resultados vão decrescendo à medida em que diminui o tempo de permanência na bolsa. Considerando um período de 2 anos e 9 meses, do último dia útil de 2005 até setembro de 2008, e também 48 ações, 36 teriam apresentado rentabilidade acima de 20% e três, queda. “Mesmo não sendo um dos prazos mais longos, já deixa o investidor menos vulnerável às oscilações de momento”, avaliam novamente os analistas do instituto.
Quando o prazo de investimento cai para 1 ano e 9 meses, com início no último dia útil de 2006, 14 das 48 empresas listadas teriam rentabilidade negativa. Em contrapartida, algumas delas renderiam mais de 30%. No curto prazo (apenas 9 meses), por sua vez, não seria possível obter nenhum ganho. Mesmo empresas com fundamentos sólidos apresentaram quedas de mais de 30%. “Nesses períodos mais curtos, o fundamento da empresa parece ser ofuscado pelos riscos sistêmicos, que derrubam qualquer ação, indiscriminadamente”, afirma a entidade.
“Não raro vemos pessoas reclamando de ações que não subiram nos últimos 6 meses, em 6 semanas ou até em 6 dias. São prazos curtos demais para bolsa de valores”, comentam os analistas, apontando o que consideram ser o comportamento mais adequado a quem coloca as economias no mercado de ações: “investir pouco e sempre, por um longo período de tempo, e em empresas com boas perspectivas de crescimento”.
Formação de patrimônio e racionalidade
Essa relação da bolsa com formação de patrimônio de longo prazo é reforçada até mesmo por quem não lida diretamente com o mercado financeiro. “Devia ter alguém no mercado que não deixasse ninguém sem essa noção de prazo investir em ações”, afirma a psicanalista e representante no Brasil do Iarep (International Association for Research in Economic Psychology), Vera Rita de Mello Ferreira.
Para o especialista da Cedro Finance, Moacir Zamin, o conhecimento é outro atributo essencial ao investidor do mercado de ações. “A bolsa não é lugar para amadores”, afirma, enfatizando a importância de se buscar o maior número de informações possível e também conhecimento teórico, para ingressar e se manter nesse tipo de investimento, já que ninguém, nunca, saberá tudo.
Para que esse processo de atualização do aprendizado não se reverta contra o próprio investidor, ele deve vir acompanhado da uma dose de racionalidade, segundo Vera Rita. “Mais uma vez, por conta da predominância do lado emocional, é comum que as pessoas fiquem atentas apenas ao que interessa, ou seja, dividam a informação em partes e descartem aquilo que causa desprazer ou provoque frustração”, comenta. Embora de um ponto de vista diferente, Zamin ressalta a importância do controle das emoções. “Um dos maiores inimigos dos investidores é, muitas vezes, a própria ganância”.
Add comment Setembro 28, 2008








