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Com cortes nos juros, banco vê perspectiva positiva para ações da América Latina
Embora esperada, a flexibilização da política monetária nos países latino-americanos tem acontecido mais cedo e mais intensamente do que o estimado por muitos analistas, como é o caso do Bank of America-Merrill Lynch. Ainda esperando uma queda de pelo menos 150 pontos-base nas taxas da região, a instituição vê perspectiva positiva para os mercados acionários no curto e médio prazo.
Os argumentos dos analistas para tal avaliação são dois. Primeiro, o movimento de flexibilização das taxas combate a atividade econômica mais fraca, sendo que o consumo doméstico e os investimentos liderarão a recuperação econômica esperada para 2010, reforçando uma perspectiva de longo prazo positiva.
Em segundo lugar, o banco cita o fluxo de fundos domésticos, já que taxas básicas de juro menores devem se tornar catalisadoras de médio prazo para a alocação de recursos de fundos em ações, a partir de 2010.
Cautela em relação a certos setores
Apesar dessa visão otimista, o Bank of America-Merrill Lynch faz ressalvas quanto a alguns segmentos. “Nós permanecemos cautelosos em relação à perspectiva para os setores ligados a consumo doméstico e para companhias com alta alavancagem financeira na América Latina”, informam os analistas.
Dentre os riscos para as empresas ligadas a consumo doméstico estão o enfraquecimento das finanças do consumidor e da renda disponível, devido à deterioração dos mercados de trabalho, ao aumento do engessamento dos orçamentos familiares e às despesas com juros, refletindo empréstimos tomados para financiar bens, veículos e imóveis.
Já as companhias com alta alavancagem enfrentam a ameaça de um crescimento econômico menor e uma tendência de escolha de empresas com folhas de balanço mais fortes.
Para os analistas, a continuidade de um cenário pessimista para os mercados de crédito impede os consumidores e as empresas de se beneficiarem de termos de financiamento baratos, ofuscando a eficiência de taxas de juro menores.
Política monetária X Mercados
Dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) é dia de ficar atento na direção da política monetária brasileira, com expectativas de início de um ciclo de flexibilização das taxas por aqui. Enquanto a avaliação do Bank of America-Merrill Lynch mostra otimismo com a tendência, o banco publicou uma análise de correlação dos ciclos de corte com a performance dos índices acionários.
“Os mercados acionários apresentaram retornos positivos durante os ciclos de flexibilização monetária recentes na América Latina: no Brasil (2005 – 2007), no Chile (2001-2004) e no México (2005 – 2006). Porém, nos três países, as taxas básicas de juro apresentam baixa correlação com as ações”, informam os analistas.
Dessa forma, a recomendação é de que os investidores utilizem a política monetária mais como um barômetro do que como um indicador de como será a performance futura das bolsas latino-americanas.
Correlação no Brasil
Entre 2005 e 2007, o País passou por uma época em que a expectativa de inflação para 12 meses caiu de 4,9% para 3,8% e a taxa Selic caiu de 19,75% para 11,25% ao ano. Nesse período, as empresas do setor de consumo, materiais básicos e financeiro tiveram performance acima da média, impulsionadas pela queda do juro básico, pelo crescimento econômico e pelo boom dos preços das commodities.
De acordo com essa análise, o Brasil é o país com o coeficiente de correlação mais alto, de -0,34, com poder de explicação de 12%. No país, os setores com coeficiente mais alto são energia & saneamento e telecomunicações, que chegam perto de -0,40, com poder de explicação de 16%. Do lado oposto, materiais básicos e petróleo são os únicos segmentos cujos coeficientes ficam abaixo de -0,30, com poder de explicação de 9%.
Add comment Janeiro 22, 2009
Esta é a hora de saber mais sobre ações
O ano deverá fechar em queda (pela primeira vez desde 2002). Mas se para alguma coisa – além dos lucros – serviram os cinco anos seguidos de ganhos e a euforia no mercado acionário foi para abrir a caixa preta do mercado financeiro aos cidadãos comuns. O pessoal investiu e ganhou, Agora, em busca de mais informação e menos ilusão, cerca de cinco mil pessoas estiveram presentes nos na 5ª edição da ExpoMoney , um evento de educação financeira realizado nos últimos dias 25 e 26 na cidade do Rio de Janeiro.
- Quem entrou na alta, a queda de agora é muito boa do ponto de vista educativo. No futuro, terão mais chances de sobreviver, porque saíram da ilusão de que a bolsa só sobe, comenta o profissional liberal Marcelo Caracoci. “Acho que deveria haver mais eventos educacionais deste tipo e mais divulgação. Neste momento específico, gostaria de aprender como perder menos com investimentos em renda variável”, acrescenta Marcelo que se diz em busca de maelhores informações sobre investimentos.
Add comment Dezembro 3, 2008
O tempo certo das ações
Mesmo em meio às crises, pode-se obter ganhos expressivos na Bolsa
Quem não gostaria de ficar rico da noite para o dia, sem fazer muito esforço? Se fosse fácil, os operadores de Bolsa já estariam milionários. Para fazer fortuna com ações, é preciso acertar os momentos ideais de entrada e de saída da Bolsa. Ninguém tem a capacidade de adivinhar o market time, o tempo certo de comprar e vender ativos. De saber os pontos de mínima, para a compra de papéis, e os de máxima do mercado, para a venda.
Nos períodos de crise no mercado, esta percepção do tempo certo de investir é fundamental. É preciso saber o ponto máximo da queda para entrar no mercado acionário e detectar o maior nível do índice para obter-se bom lucro.
Prazo da aplicação
Fora as operações especulativas, o investimento em Bolsa deve ser para médio e longo prazos. Uma série de fatores precisa ser analisada para que se conquiste um resultado satisfatório. Os indícios macroeconômicos andam de mãos dadas com os fundamentos das empresas, que, se forem bem combinados, podem deixar o investidor com um largo sorriso no rosto. Mas o mercado não é um mar de rosas e há vários percalços no caminho em direção ao lucro. Por isso, a cautela e a estabilidade emocional durante as oscilações são fundamentais para quem pretende ganhar com ações.
Antes de montar uma posição em Bolsa, o investidor deve avaliar de quais empresas gostaria de ser sócio. Este é o principal conceito da compra de uma ação para o longo prazo, na opinião de Marcelo Voss, economista da RMC Corretora. “Deve-se escolher os papéis de maior liquidez. Se comprar uma ação sem negociação diária, o investidor pode vir a precisar dos recursos aplicados e não encontrar mercado para a venda (do ativo)”, observou.
Em seguida, as atenções devem ser voltadas para o volume negociado das ações, que, conforme Voss, indicam a tendência do papel. “Para o investidor que está fora do mercado, o ideal é analisar o volume via gráficos de oscilação diária das ações e identificar em que patamar de preço ela caiu (suporte). Enfim, estudar o comportamento do papel”, indicou.
O que observar no ciclo das ações
Concentração do giro de negócios antecede os momentos de alta e baixa
O economista da RMC Corretora, Marcelo Voss, explicou que quando a ação concentra grande giro de negócios significa que dará continuidade ao movimento de alta ou de baixa. “Se o papel estiver subindo com volume alto, ele tende a continuar subindo. Se observar uma queda no volume com estabilidade na cotação, seria a hora de vender a ação e realizar os lucros, (porque o ciclo de alta chegou ao fim)”, exemplificou. Dentro da teoria de Voss, um bom momento para a compra de ações é indicado quando um movimento de baixa começa a perder força e o papel ganha volume; nota-se que o aumento de compradores contiveram a queda.
- Se o investidor observar os sinais, poderá aproveitar boa parte dos movimentos positivos e evitar os negativos. Assim, consegue otimizar sua carteira de ações – resumiu Voss.
Acompanhar a evolução dos cenários interno e externo também é importante para avaliar o desempenho da Bolsa. A política e o câmbio brasileiros são os fatores principais, aliados ao comportamento das Bolsas americanas. Se a taxa de câmbio está em baixa ou estável é um indício de que o investidor está tranquilo e o mercado, otimista. Uma desvalorização do real significa preocupação.
- Um processo de baixa das Bolsas americanas tem reflexos ruins na economia brasileira, exigindo mais precaução na hora de decidir investir em ações. É preciso estudar o motivo da queda nos Estados Unidos antes de qualquer coisa. Uma alta no mercado americano tem menos impacto no Brasil do que uma baixa – destacou Voss.
Avaliação
Para que a análise seja completa, é necessário avaliar as expectativas para as empresas e para o setor em que atua. Há ainda o risco das operações no mercado acionário, que embutem os imprevistos internos e externos. “Por isso, o investimento em ações não pode ser de curto prazo. Acontecem fatos inesperados que tendem a ser minimizados no longo prazo”, acredita Voss.
Add comment Novembro 15, 2008
Mercado inicia a semana melhor equilibrado
A Bolsa de São Paulo acompanhou o movimento dos pregões internacionais e inicia a semana com alta de 8,36%, aos 39.441 pontos. A movimentação financeira foi de 5,128 bilhões.
As altas foram da Gafisa (17,21%), Cosan (13,9%), Sabesp (13,37%), B2W Varejo (12,98%) e Vale (12,69%). O dólar encerrou o dia com alta de 0,24%, cotado a R$ 2,125.
As ações negociadas nas bolsas de valores da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, puxadas pelos ganhos nos setores de petróleo e bancos. O bom comportamento das bolsas em Nova York também contribuiu para o fechamento positivo dos mercados europeus. O índice FTSEurofirst 300, principal indicador de ações da Europa, fechou em alta de 3,3%, de acordo com dados preliminares, aos 924 pontos, marcando a segunda sessão consecutiva de alta.
Em Nova York, o mercado acionário também teve desempenho positivo. Dow Jones emcerrou em alta de 4,67%, e a Nasdaq, de 3,43%.
Na Ásia onde a terça feita já está terminando, a maioria das bolsas asiáticas encerrou o pregão com resultados positivos, de olho em novas medidas que podem ser anunciadas pelos Estados Unidos para conter a crise financeira. Seul, Hong Kong e Xangai fecham com leves baixas. A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 3,3 no terceiro dia de ganhos para as ações da Canon Inc.
Add comment Outubro 21, 2008
