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Análise fundamentalista ou gráfica para investir em ações?

Análise gráfica de ações

Análise de ações

O cenário econômico já não parece tão apavorante. As medidas econômicas nos Estados Unidos e no resto do mundo parece surtir efeito e as bolsas de valores operam em melhor situação do que há algumas semanas atrás.

Bom, se ações continuam sendo um bom investimento, principalmente se for a longo prazo, é importante acompanhar o dia a dia das bolsas e a situação das ações e das empresas.

Tambémé muito importante compreender o mercado.Para investir em ações é preciso escolher bem os ativos e compor uma carteira de investimentos. Existem duas formas para compreender melhor tudo isso, dois tipos de análises: a análise fundamentalista e a análise gráfica.

A análise fundamentalista considera os fundamentos de uma empresa, baseados na interpretação de dados e indicadores disponibilizados e considerados como verdadeiros. Essas interpretações são controversas e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos.

A análise gráfica, por sua vez, considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos à medida que estes traduzam o comportamento do mercado e avaliem, a partir daí, a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.

Para saber mais sobre análise gráfica e fundamentalista de ações e também como aprender a investir bem no mercado de ações, clique aqui.

Add comment Dezembro 17, 2008

Apesar de tudo, aumentam os investidores

Mais investidores estão cada vez mais atentos

Mais investidores estão cada vez mais atentos

Mesmo no momento atual que é de grande volatilidade para a renda variável, o mercado de ações continua atraindo investidores. O mais interessante é que são pessoas físicas.

De acordo com o último balanço divulgado pela BM&F Bovespa, o número de investidores de varejo saltou de 456.557, em todo ano de 2007, para 548.706 no acumulado de 2008. De outubro para novembro deste ano, a Bolsa de Valores de São Paulo ganhou 6.564 novos investidores.

Isso acontece porque o brasileiro está aprendendo cada vez mais sobre o mercado de ações e aprendendo a aplicar também, está atento às notícias e se preparando cada vez mais com livros e cursos.

O novo investidores já se conscientizou dos riscos e também que ações são investimentos de longo prazo indicadas para formação de patrimônio e não para ganho fácil no curto prazo.

É certo que no início as pessoas começam a investir em ações apenas porque vêem exemplos de outras pessoas que ganharam algum dinheiro e por isso pssam a dar atenção maior.

Para especialistas, os programas de popularização da Bolsa são bastante democráticos, em razão dos diferentes perfis de pessoas que buscam informações sobre o mercado de capitais. Um dos exemplos é o Bovespa vai até você, que leva a Bolsa de Valores até os cidadãos.

Add comment Dezembro 11, 2008

Enganos sobre investimentos na bolsa de valores

1. Não tenho dinheiro suficiente: esperar juntar uma quantia maior de dinheiro para iniciar seus investimentos vai atrasar os seus ganhos. Você pode começar a investir com qualquer valor.

2. Investir na bolsa é muito complicado: ainda que você não queira ser um especialista no assunto, as corretoras têm interesse em orientá-lo voc6e pode aprender a investir através de cursos e livros.

3. Para ganhar na bolsa é preciso sorte: se você não sabe o que está fazendo, aprenda. A bolsa têm riscos, mas se você souber onde está se metendo e tiver prudência, suas chances de lucrar mais que renda fixa são bem grandes.

4. Os preços das ações é imprevisível: não é verdade. Embora não haja um sistema com 100% de certeza sobre o movimento dos preços das ações, existem métodos que podem prever as altas e baixas dos papéis com precisão suficiente para tornar o investimento mais seguro.

Add comment Novembro 20, 2008

O tempo certo das ações

Mesmo em meio às crises, pode-se obter ganhos expressivos na Bolsa

Ganhos da Bolsa de Valores

Quem não gostaria de ficar rico da noite para o dia, sem fazer muito esforço? Se fosse fácil, os operadores de Bolsa já estariam milionários. Para fazer fortuna com ações, é preciso acertar os momentos ideais de entrada e de saída da Bolsa. Ninguém tem a capacidade de adivinhar o market time, o tempo certo de comprar e vender ativos. De saber os pontos de mínima, para a compra de papéis, e os de máxima do mercado, para a venda.

Nos períodos de crise no mercado, esta percepção do tempo certo de investir é fundamental. É preciso saber o ponto máximo da queda para entrar no mercado acionário e detectar o maior nível do índice para obter-se bom lucro.

Prazo da aplicação

Fora as operações especulativas, o investimento em Bolsa deve ser para médio e longo prazos. Uma série de fatores precisa ser analisada para que se conquiste um resultado satisfatório. Os indícios macroeconômicos andam de mãos dadas com os fundamentos das empresas, que, se forem bem combinados, podem deixar o investidor com um largo sorriso no rosto. Mas o mercado não é um mar de rosas e há vários percalços no caminho em direção ao lucro. Por isso, a cautela e a estabilidade emocional durante as oscilações são fundamentais para quem pretende ganhar com ações.

Antes de montar uma posição em Bolsa, o investidor deve avaliar de quais empresas gostaria de ser sócio. Este é o principal conceito da compra de uma ação para o longo prazo, na opinião de Marcelo Voss, economista da RMC Corretora. “Deve-se escolher os papéis de maior liquidez. Se comprar uma ação sem negociação diária, o investidor pode vir a precisar dos recursos aplicados e não encontrar mercado para a venda (do ativo)”, observou.

Em seguida, as atenções devem ser voltadas para o volume negociado das ações, que, conforme Voss, indicam a tendência do papel. “Para o investidor que está fora do mercado, o ideal é analisar o volume via gráficos de oscilação diária das ações e identificar em que patamar de preço ela caiu (suporte). Enfim, estudar o comportamento do papel”, indicou.

O que observar no ciclo das ações
Concentração do giro de negócios antecede os momentos de alta e baixa

O economista da RMC Corretora, Marcelo Voss, explicou que quando a ação concentra grande giro de negócios significa que dará continuidade ao movimento de alta ou de baixa. “Se o papel estiver subindo com volume alto, ele tende a continuar subindo. Se observar uma queda no volume com estabilidade na cotação, seria a hora de vender a ação e realizar os lucros, (porque o ciclo de alta chegou ao fim)”, exemplificou. Dentro da teoria de Voss, um bom momento para a compra de ações é indicado quando um movimento de baixa começa a perder força e o papel ganha volume; nota-se que o aumento de compradores contiveram a queda.

- Se o investidor observar os sinais, poderá aproveitar boa parte dos movimentos positivos e evitar os negativos. Assim, consegue otimizar sua carteira de ações – resumiu Voss.

Acompanhar a evolução dos cenários interno e externo também é importante para avaliar o desempenho da Bolsa. A política e o câmbio brasileiros são os fatores principais, aliados ao comportamento das Bolsas americanas. Se a taxa de câmbio está em baixa ou estável é um indício de que o investidor está tranquilo e o mercado, otimista. Uma desvalorização do real significa preocupação.

- Um processo de baixa das Bolsas americanas tem reflexos ruins na economia brasileira, exigindo mais precaução na hora de decidir investir em ações. É preciso estudar o motivo da queda nos Estados Unidos antes de qualquer coisa. Uma alta no mercado americano tem menos impacto no Brasil do que uma baixa – destacou Voss.

Avaliação

Para que a análise seja completa, é necessário avaliar as expectativas para as empresas e para o setor em que atua. Há ainda o risco das operações no mercado acionário, que embutem os imprevistos internos e externos. “Por isso, o investimento em ações não pode ser de curto prazo. Acontecem fatos inesperados que tendem a ser minimizados no longo prazo”, acredita Voss.

Add comment Novembro 15, 2008

Como está o mercado para os investidores não-profissionais

Investidores precisam avaliar bem as possibilidades e tendências do mercado de ações

Investidores precisam avaliar bem as possibilidades e tendências do mercado de ações

Investir em ações não é para qualquer pessoa: é preciso ter o coração forte para agüentar as oscilações comuns em qualquer Bolsa de Valores. Contudo, a atual crise financeira internacional tem exigido doses extras de autocontrole dos investidores “comuns” (que não trabalham no mercado financeiro), que já viram o dinheiro aplicado reduzir-se consideravelmente desde meados de setembro, quando as turbulências se agravaram.

É o caso do funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta, 68 anos, que investe na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) há 20 anos. Horta, que começou a comprar ações com o intuito de garantir uma aposentaria tranqüila, teria um grande prejuízo caso vendesse seus papéis hoje. “Em relação há um ano, meu prejuízo seria de R$ 1 milhão”, calcula. O aposentado acompanha com preocupação a desvalorização da Bolsa paulista, cujas perdas acumuladas desde setembro já esbarram nos 40%. “Nunca houve uma crise igual. É a mais grave desde quando comecei a aplicar em ações. Essa foi para valer”, comenta Horta.

A apreensão de Horta é compartilhada pelo professor universitário Marco Antonio Picon, que aplica na Bovespa há cerca de cinco anos. O professor, que prefere não falar em valores, estima que perdeu mais da metade do capital investido desde que a crise se acentuou.

“Na verdade, deixei de ganhar, porque não realizei o prejuízo. Mas caso vendesse, perderia 55% do total investido. Por isso, acompanho os pregões diariamente, para evitar mais perdas”, afirma.

Os prejuízos sofridos por Horta e Picon podem assustar os ”marinheiros de primeira viagem”, que arriscaram parte de suas economias em um tipo de aplicação marcada pela volatilidade. Mas a recomendação dos especialistas se resume a uma palavra: paciência.

Segundo o gestor da área de Economia e Ciências Contábeis da USCS (Universidade São Caetano do Sul), Francisco Funcia, a Bolsa tem, historicamente, movimentos de altas e baixas e funciona como um termômetro do que está acontecendo nos mercados e do grau de confiança dos agentes econômicos. “Em momentos como esse, ela oscila bastante. Então, quem investiu parte dos seus recursos para um complemento de aposentadoria no futuro precisa ter paciência”, aconselha.

O professor de Finanças do curso de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) José Roberto Ferreira Savoia concorda com Funcia. “As pessoas que não venderam ações até o momento devem permanecer com elas porque agora caíram a um nível bastante baixo. Quem tem como esperar e levar o investimento a um longo prazo deve aguardar, pois a perspectiva é de uma retomada das Bolsas”, avisa.

Já para aqueles que compraram ações na época em que estavam valorizadas, com o intuito de obter lucros rápidos, o conselho é outro. “As pessoas que eventualmente tentaram aproveitar a onda altista que vinha acontecendo no primeiro semestre deste ano e compraram ações com o objetivo de curto prazo, talvez valha a pena vendê-las agora para o prejuízo não ser ainda maior”, pondera Funcia. “De qualquer forma, o conselho geral é: quem puder, não deve mexer”, orienta.

Papéis seguros – É natural que os investidores sofram com o atual momento de incerteza, pois até aqueles que investiram em ações seguras, como a das empresas Vale e Petrobras, já vêem acumular os prejuízos.

Isso porque, quando a crise se instalou, derrubou as exportações de commodities [matérias-primas como petróleo, negociadas no mercado internacional] — setor a que pertencem essas empresas. Com isso, quem investiu nesse setor, migrou para aplicações mais seguras. E o valor desses tipos de ações caiu.

Entretanto, mesmo com a atual desvalorização, o professor de Economia Internacional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Evaldo Alves ainda considera promissor o investimento nesses papéis. “Essas são as ações que vão se recuperar mais rapidamente. Elas serão sempre uma boa alternativa porque são papéis de setores que sempre vão ser necessários, como alimentação e energia. O que não é o caso de ações de empresas de bens dispensáveis, como automóveis e eletrodomésticos”, explica Alves.

Compra – Ao contrário do que muitos possam imaginar, o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para se comprar ações, que estão com os preços consideravelmente mais baixos.

“É um bom momento para comprar, mas apenas se a pessoa pensar em longo prazo. As ações não foram feitas para especular, e sim para quem pretende ter um investimento com boa rentabilidade pensando no futuro, no complemento da aposentadoria”, explica o professor da USCS Francisco Funcia.

A recomendação de Funcia é seguida à risca pelo professor universitário Marco Antonio Picon. “Nesse momento, não penso em vender minhas ações. Pelo contrário, estou comprando mais papéis, pois acredito que a economia vai se recuperar. Bolsa é um investimento de longo prazo”, considera.

O funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta também acredita na recuperação dos mercados. “Não tenho dúvida, isso é só uma questão de tempo. Aliás, se eu tivesse algum valor disponível hoje, compraria mais ações”, comenta.

Mas os economistas alertam que, antes de se arriscar, é necessário conhecer a dinâmica do mercado. “Quem não conhece e não tem tempo de acompanhar, certamente não é uma boa hora para começar”, avisa o professor da FGV Evaldo Alves.

“Primeiro, as pessoas precisam formar um entendimento. Só depois é que devem destinar uma parcela de seus recursos para a renda variável e fazer isso com muito cuidado”, acrescenta o economista da FEA/USP José Roberto Ferreira Savoia.

Carolina Lopes – Do Diário OnLine

Add comment Outubro 27, 2008

Analista diz que seria uma boa opção investir parte do FGTS na Bolsa

Sei que o mercado está ainda incerto, uma semana sobe, na outra, desce. Mas cabe registrar aqui a indicação de um expert, o sócio-diretor da BDO Trevisan da área de Gestão de Riscos.

Ratificando o que já vinha dizendo desde que se instalou a crise de crédito nos Estados Unidos (EUA), Márcio Peppe ressaltou, na semana passada, que os investimentos em ações ainda oferecem melhor rendimento. “Mesmo com todo o cenário de queda, os investidores da Bolsa que aplicaram pensando no longo prazo, certamente não se decepcionarão”, afirma.

A lei brasileira não permite que se utilize o FGTS para investir na Bolsa de Valores. Entretanto, houveram dois casos pontuais que se foi possível investir parte do fundo em ações e, analisando esses casos ocorridos, Márcio Peppe disse quee, se fosse possível utilizar o FGTS para investir em ações, seria o melhor negócio. “O FGTS é uma poupança de longo prazo e, certamente, o dinheiro do Fundo, investido em Bolsa, renderia muito mais que o perfil atual”, conclui.

Add comment Outubro 21, 2008

Economista fala sobre o sobe-e-desce do mercado financeiro

O que vai acontecer com os investimentos?

O que vai acontecer com os investimentos?

O economista Fábio Susteras, do Banco Real, participou de um chat no site G1 na última sexta-feira (10) e explicou aos internautas que participaram, questões relacionadas ao dólar em alta, à queda da Bovespa e às conseqüências do sobe-e-desce dos mercados financeiros no bolso do cidadão comum.

Na avaliação do economista, a paciência pode ser uma forte aliada para quem colocou algum dinheiro em renda variável.Susteras disse também que o prejuízo só ocorre quando o investidor vende as ações e que, em algum momento, essas ações vão se recuperar. Por isso este não é o momento de vender.

Em momento de crise, os investidores não querem correr riscos. Por isso, o primeiro passo é comprar papéis do tesouro americano, pois eles nunca deram calote. queda da bolsa mostra como está o humor do investidor. Quando a bolsa cai é porque tem investidor saindo dela. O investidor estrangeiro vende ações e compra dólar. Aí ele sobe.

O pequeno empresário deve refazer seus planos para proteger os seus negócios. E pensar que ano que vem não será tão bom quanto o último. Se o Brasil crescer 3,5% no ano que vem já é bom, em face aos problemas que estão ocorrendo.

Veja a matéria completa clicanco aqui e abaixo um vídeo sobre o comportamento das bolsas mundiais na semana que passou.

Em entrevista na sede do FMI como presidente do G-20, o ministro da Fazenda Guido Mantega acrescentou que os países emergentes “não podem pôr o pé no freio nem no acelerador. Temos de ser prudentes, vamos ter de conviver com menos crédito e juros mais elevados”.

Depois do encontro do grupo que reúne países industrializados e em desenvolvimento, Mantega disse ainda não acreditar em nenhuma solução que caminhe para restrição de movimento de capital ou restrição de comércio.

No Brasil, em particular, “não pretendemos colocar o pé no freio da economia. Temos de fazer ajustes, mas estes ajustes não vão no sentido de desacelerar o crescimento”. O ministro reiterou que, no caso do Brasil, são menores os efeitos da crise que as economias avançadas estão experimentando.

Add comment Outubro 12, 2008

Ações: em meio à turbulência, visão de longo prazo potencializa ganhos

A crise no sistema financeiro norte-americano influenciou os mercados de todo o mundo, levando a bruscas oscilações no Ibovespa, que iniciou a semana passada com -7,59%, o menor patamar desde 11 de setembro de 2001, e terminou a mesma semana em +9,57%, a maior alta desde 15 de janeiro de 1999. Em um momento de incertezas e de alta volatilidade como este, mais do que insegurança e medo, deve-se ter em mente a idéia de que a renda variável é um investimento de longo prazo, destinado a acumular um patrimônio para o futuro

E essa visão de longo prazo pode ganhar até uma recompensa extra, que é a de acumular mais ganhos do que perdas. Levantamento do INI (Instituto Nacional de Investidores) divulgado recentemente mostra que, de uma carteira com 48 empresas, 30 delas teriam rentabilidade superior a 30% ao ano e nenhuma apresentaria queda, considerando um investimento de 4 anos e 9 meses na bolsa, do último dia útil de 2003 a setembro deste ano.

“Vale lembrar que a rentabilidade apresentada considera a queda dos últimos meses, pois estamos considerando o preço de 09/09/2008, quando a bolsa estava em pouco acima de 48 mil pontos”, explicam os analistas do INI.

Quanto menor o tempo, maiores são as perdas
Mesmo em um cenário pessimista, com a bolsa atingindo somente os 38 mil pontos, para uma carteira com 39 ações, todas elas teriam ganhos superiores a 20% ao anos, se o investidor estivesse há mais de dez anos no mercado. Os bons resultados vão decrescendo à medida em que diminui o tempo de permanência na bolsa. Considerando um período de 2 anos e 9 meses, do último dia útil de 2005 até setembro de 2008, e também 48 ações, 36 teriam apresentado rentabilidade acima de 20% e três, queda. “Mesmo não sendo um dos prazos mais longos, já deixa o investidor menos vulnerável às oscilações de momento”, avaliam novamente os analistas do instituto.

Quando o prazo de investimento cai para 1 ano e 9 meses, com início no último dia útil de 2006, 14 das 48 empresas listadas teriam rentabilidade negativa. Em contrapartida, algumas delas renderiam mais de 30%. No curto prazo (apenas 9 meses), por sua vez, não seria possível obter nenhum ganho. Mesmo empresas com fundamentos sólidos apresentaram quedas de mais de 30%. “Nesses períodos mais curtos, o fundamento da empresa parece ser ofuscado pelos riscos sistêmicos, que derrubam qualquer ação, indiscriminadamente”, afirma a entidade.

“Não raro vemos pessoas reclamando de ações que não subiram nos últimos 6 meses, em 6 semanas ou até em 6 dias. São prazos curtos demais para bolsa de valores”, comentam os analistas, apontando o que consideram ser o comportamento mais adequado a quem coloca as economias no mercado de ações: “investir pouco e sempre, por um longo período de tempo, e em empresas com boas perspectivas de crescimento”.

Formação de patrimônio e racionalidade
Essa relação da bolsa com formação de patrimônio de longo prazo é reforçada até mesmo por quem não lida diretamente com o mercado financeiro. “Devia ter alguém no mercado que não deixasse ninguém sem essa noção de prazo investir em ações”, afirma a psicanalista e representante no Brasil do Iarep (International Association for Research in Economic Psychology), Vera Rita de Mello Ferreira.

Para o especialista da Cedro Finance, Moacir Zamin, o conhecimento é outro atributo essencial ao investidor do mercado de ações. “A bolsa não é lugar para amadores”, afirma, enfatizando a importância de se buscar o maior número de informações possível e também conhecimento teórico, para ingressar e se manter nesse tipo de investimento, já que ninguém, nunca, saberá tudo.

Para que esse processo de atualização do aprendizado não se reverta contra o próprio investidor, ele deve vir acompanhado da uma dose de racionalidade, segundo Vera Rita. “Mais uma vez, por conta da predominância do lado emocional, é comum que as pessoas fiquem atentas apenas ao que interessa, ou seja, dividam a informação em partes e descartem aquilo que causa desprazer ou provoque frustração”, comenta. Embora de um ponto de vista diferente, Zamin ressalta a importância do controle das emoções. “Um dos maiores inimigos dos investidores é, muitas vezes, a própria ganância”.

Fonte: http://economia.uol.com.br

Add comment Setembro 28, 2008


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