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Mercado financeiro brinca de montanha-russa na semana
As notícias negativas da segunda-feira sobre a recessão confirmada nos Estados Unidos fez com que as bolsas da Ásia fechassem em queda na terça-feira. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio, por exemplo, sofreu baixa 6,35%. Asar da Ásia que o dia lá começa antes.
Na (mesma) terça-feira, as bolsas de Nova York fecharam com altas em seus principais indicadores, que recuperaram parte das perdas sofridas na segunda-feira.
O Dow Jones Industrial, principal índicede Wall Street, subiu 270 pontos (3,31%), para 8.419,09 pontos. Já o indicador da bolsa eletrônica, a Nasdaq, avançou 51,73 pontos (3,7%), para 1.449,8, enquanto o seletivo S&P 500, que mede o rendimento de 500 empresas, subiu 32,6 pontos (3,99%), para 848,81.
Os analistas já previam que o pregão nova-iorquino viveria um dia de alta, depois da queda com que inaugurou dezembro deste desastroso ano para os mercados financeiros. Na segunda-feira, o Dow Jones havia caído 7,7%, o que representou a segunda maior queda percentual do ano.
No Brasil, o mercado financeiro teve um dia “morno” nesta terça. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perdeu ímpeto perto da conclusão das operações e encerrou o pregão com alta moderada, seguindo o bom humor dos mercados em Nova York. O giro fraco de negócios foi inflado por dois leilões para compra de ações de minoritários. O câmbio teve um dia de forte alta e voltou à casa dos R$ 2,40.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,75% e atingiu os 35.000 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,64 bilhões. Nesta terça-feira foram realizados os leilões para compra de ações, de posse dos acionistas minoritários, da Petroquímica União e da Anglo Brazil, o que inflou o volume financeiro desta terça.
A agenda de indicadores esteve fraca novamente e os investidores ficaram atentos ao setor automobilístico norte-americano que passa por grave crise e está em busca de ajuda bilionária do Congresso dos Estados Unidos.
Porém chegou a quarta-feira e os mercados parecem tremer de novo.
A agenda do dia é expressiva em termos de divulgações econômicas nos Estados Unidos, o que imprime uma dose extra de cautela aos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje de mais de 1%, pressionada pelo desempenho negativo dos mercados internacionais e do enfraquecimento contínuo das matérias-primas (commodities).
Uma definição mais clara do mercado hoje está condicionada aos dados que serão divulgados ainda hoje nos EUA, especialmente a pesquisa ADP/Macroeconomic Advisors sobre o número de postos de trabalho criados ou perdidos no setor privado no mês passado.
Add comment Dezembro 3, 2008
Medidas devolvem tranquilidade ao mercado financeiro
Depois do pavor do mercado financeiro mundial da última semana, o otimismo demonstrado na segunda-feira (13), com alta nas bolsas de valores do mundo inteiro pode ser o primeiro sinal de que a crise financeira, que começou nos Estados Unidos e chegou ao Brasil nos últimos dias, pode estar passando.
Ontem, o dia foi de euforia nas bolsas em todo o mundo. As Bolsas de Nova York abriram em alta com os mercados americanos repercutindo positivamente os acordos anunciados pelo grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) em Washington, e pelas 15 nações européias que integram a zona do euro, em Paris, no intuito de estimular o sistema bancário. É válido lembrar que, na semana passada, o índice Dow Jones registrou o pior desempenho semanal em 112 anos de história.
Pela manhã, o índice Dow Jones subia 4,96%, o Nasdaq-100 tinha alta de 4,80% e o S&P 500 tinha ganho de 5,14%.

Na última sexta-feira (dia 10), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, apresentou mais detalhes sobre seus planos de comprar ações de bancos, enquanto os ministros de finanças do G-7 e diretores de bancos centrais exortaram seus membros a adotar as medidas que forem necessárias para restaurar a confiança nos mercados. E ontem, em Paris, os líderes dos 15 países da zona do euro concordaram com um plano de ação que irá garantir os empréstimos interbancários até 2009 e permitir que os governos comprem ações de companhias financeiras em dificuldades.
Ontem, foi a vez de o Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) e o Banco Nacional da Suíça (o BC suíço) afirmarem que irão emprestar quantias ilimitadas de recursos para os bancos. O Reino Unido vai injetar também US$ 63 bilhões em três bancos e a Alemanha apresentou seu próprio plano de recapitalização, de US$ 107 bilhões. As bolsas européias mantiveram na metade do pregão desta terça-feira, 14, a recuperação iniciada na segunda-feira com altas médias superiores a 5%, graças aos pacotes de resgate para os bancos aprovados na Europa e nos Estados Unidos.
Hoje (14), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém o clima de otimismo nas primeiras horas de operação. Os economistas atribuem o entusiasmo às medidas tomadas pelos governos europeus no fim de semana e à decisão hoje do governo norte-americano de usar US$ 250 bilhões para capitalizar os grandes bancos do país. Depois de subir quase 7% no início dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu um pouco de força. Por volta das 14h, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 2,76%, aos 41.957 pontos, com os investidores aproveitando a forte alta da véspera para realizar lucros.
Add comment Outubro 14, 2008


