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Gradual divulga carteira semanal com onze ativos com potencial de valorização
A corretora ressalta que a alta expressiva dos últimos pregões nada mais foi do que uma correção parcial das distorções das cotações e que tal movimento deve ser catalisado por eventos como a fusão entre Itaú e Unibanco.
Para seus analistas, a união dos dois bancos “certamente colocará o setor financeiro brasileiro em uma nova dinâmica”.
“Buscamos na carteira recomendada desta semana prosseguir capturando a recuperação de vários papéis em relação às perdas acumuladas frente aos respectivos fundamentos”, afirmaram.
Dentre as alterações, destaque para a troca das ações preferenciais do Bradesco pelas da Itaúsa e a inclusão de Bicbanco na carteira. A participação do setor de energia foi diminuída e a da Petrobas subiu.
Confira as favoritas
| Empresa | Código | Preço alvo | Upside* | Peso |
| Petrobras | PETR4 | R$ 54,00 | 115% | 10% |
| Vale | VALE5 | R$ 56,40 | 103% | 10% |
| Usiminas | USIM5 | R$ 95,00 | 231% | 20% |
| Cemig | CMIG3 | R$ 48,00 | 94% | 10% |
| Itaúsa | ITSA4 | R$ 14,00 | 60% | 10% |
| WEG | WEGE3 | R$ 27,00 | 99% | 5% |
| AES Tietê | GETI4 | R$ 20,90 | 57% | 5% |
| Redecard | RDCD3 | R$ 37,50 | 51% | 10% |
| Bicbanco | BICB4 | R$ 12,40 | 337% | 10% |
| BM&F Bovespa | BVMF3 | R$ 15,50 | 130% | 5% |
| MRV | MRVE3 | R$ 45,20 | 260% | 5% |
*Potencial de valorização com base no fechamento de 4 de novembro
Por que as recomendações?- Petrobras PN
A corretora manteve sua recomendação de compra com base na forte liquidez do papel e por entender que a cotação atual da ação não reflete os fundamentos da empresa. Também é destacado o fato de a Petrobras ter batido recorde de exportação no mês de outubro. - Vale PNA
A Gradual entende que a queda das ações da Vale excede a revisão para baixo dos indicadores do setor de mineração para os próximos anos. Para ela, o resultado da Vale no terceiro trimestre foi bem acima do consenso de mercado e reforçou sua análise. - Usiminas PNA
A Gradual deu destaque ao fato de que a empresa apresenta resultados operacionais bem regulares, com forte e estável geração de caixa: “em nenhum exercício desde 1999, a margem Ebitda da companhia ficou abaixo de 31%, mesmo nos momentos adversos do mercado de aços planos”. - Redecard ON
Os analistas ressaltam que a empresa tem uma política de dividendos atrativa. Além disso, o potencial de crescimento de aceitação de cartões e a tese de substituição de papel moeda por meios eletrônicos de pagamento proporcionam à empresa, segundo a equipe, uma posição mais confortável que outros setores em um ambiente de retração de atividade econômica. - Itaúsa PN
A fusão entre Itaú e Unibanco é ressaltada pela corretora, que acredita que o conglomerado financeiro resultante terá condições de se tornar o primeiro player global brasileiro do setor financeiro por causa de seu porte, unido com eficiência operacional e sólida base tecnológica desenvolvida. - WEG ON
Mesmo com a recente valorização do dólar frente ao real, os analistas observaram que a empresa ainda apresentou crescimento na receita e bons indicadores operacionais. Segundo eles, a receita e os custos em moeda estrangeira, hedge natural da empresa, devem favorecê-la durante o período de incerteza em relação ao câmbio. - Bicbanco PN
A Gradual destaca que o Bicbanco é a principal recomendação de compra entre bancos de médio porte. Isso devido a uma trajetória de crescimento orgânico, bom nível de capitalização, sólidos indicadores de qualidade de carteira de crédito e eficiência de custos, além de bons indicadores de liquidez e rentabilidade. - BM&F Bovespa ON
A Gradual observa que a BM&F Bovespa é uma das maiores bolsas mundiais e pode se beneficiar com a perspectiva de concentração e consolidação do setor, sendo centro de liquidez para as ações de empresas latino-americanas. - Cemig ON
Os analistas destacam que a troca dos ativos preferenciais pelos ordinários da Cemig foi por causa do desconto do primeiro em relação ao segundo, lembrando que ambos pagam o mesmo dividendo e que o gap entre as cotações não ultrapassa 10%. - AES Tietê PN
Segundo a Gradual, a empresa possui grande estabilidade de receita, visto que toda energia assegurada é contratada com a Eletropaulo, através de um contrato de compra e venda de energia de longo prazo. Além disso, a empresa apresenta baixo endividamento e política de dividendos atrativa. - MRV ON
A corretora admite que haja dúvidas quanto ao volume de crédito disponível para o setor imobiliário, mas afirma que a empresa conta com fontes mais estáveis de crédito como SFH (Sistema Financeiro de Habitação), repasse de recursos de poupança e com a vantagem de ser agente autorizado da Caixa Econômica Federal, já operando, para aprovar financiamentos.
Fonte: InfoMoney
Add comment Novembro 6, 2008
Petrobras: Citi reduz preços-alvo, mas segue sugerindo “compra” às ações
A recente volatilidade dos mercados tem penalizado duramente os ativos de empresas reconhecidamente sólidas na bolsa brasileira. A principal delas, para muitos, é a Petrobras, cujos bons fundamentos têm sido deixados de lado pelos investidores à luz dos temores envolvendo os desdobramentos da crise global de crédito.
Mas além do forte prejuízo causado aos papéis, as conseqüências do colapso também têm afetado as projeções de diversos analistas para a estatal. Nesta sexta-feira (17), foi a vez de o Citigroup levar em conta o atual cenário para reduzir seu preço-alvo tanto para as ações ordinárias quanto às preferenciais.
Entre os principais vetores responsáveis pela redução do target, destaque para a expectativa de redução dos investimentos previstos no plano estratégico da companhia em função da crise, além da forte queda nos preços do petróleo e do baixo patamar dos ativos da companhia.
| Código | Preço-alvo anterior | Preço-alvo atual | Upside* |
| PETR3 | R$ 59,00 | R$ 52,00 | 87% |
| PETR4 | R$ 50,00 | R$ 43,00 | 89% |
*Potencial de valorização para os próximos doze meses com base nas cotações de fechamento de 17 de outubro
Com relação ao primeiro item, o banco lembra que a própria Petrobras afirmou que, sob a nova ótica da crise mundial, os novos projetos da empresa enfrentarão dificuldades na medida em que precisarão de crédito, o que obrigará a companhia a revisar seus investimentos estratégicos até 2020.
Neste sentido, vale lembrar que a estatal decidiu nesta sexta-feira adiar a divulgação de seu plano de negócios para o período de 2009-2013, que estava programada para este mês, “em função da necessidade de concluir as análises dos projetos, frente às novas condições conjunturais”, informou.
Por sua vez, a deterioração das condições de crédito também irá impactar o crescimento econômico de alguns dos maiores mercados consumidores de petróleo do mundo, o que deve reduzir a demanda e manter os preços do produto em baixa. Neste caso, os próximos resultados da estatal devem ser afetados, afirma o Citi.
Por fim, o fraco desempenho das ações da Petrobras no ano obriga uma revisão no target. Depois de acumularem expressivas altas no ano passado, os papéis ordinários e preferenciais da petrolífera somam perdas de mais de 40% em 2008, atribuída em grande parte ao conturbado cenário externo.
Recomendação de “compra” é mantida
A despeito dos impactos de tais referências e da conseqüente redução de seus preços-alvo, o Citi continua recomendando “compra” às ações da Petrobras. O forte potencial de valorização dos ativos, de quase 90%, para os próximos doze meses, mesmo após o corte no target, é um dos pontos que sustenta o otimismo.
Em adição, a instituição lembra que com a crescente preocupação em torno da crise, os investidores não estão dando o devido valor a alguns importantes catalisadores para os papéis, como os bons fundamentos e o grande potencial das novas reservas descobertas pela petrolífera.
Neste último item, o banco acredita no forte potencial de exploração das reservas do pré-sal e na agilidade quanto à resolução dos trâmites envolvidos na operação. Ele espera para 2013 o início das operações e dez plataformas em pleno vapor até 2017.
Projeções do Citi para os resultados da Petrobras
Baseando-se na análise, os analistas do Citigroup divulgaram também suas perspectivas para os resultados trimestrais e anuais da Petrobras. Apesar de expectativa de que o arrefecimento da demanda por petróleo exerça certa pressão, os números devem continuar mostrando uma expansão dos indicadores operacionais da estatal.
| (em R$ bilhões) | 3º tri/08 | 4º tri/08 | 2008 | 2009 |
| Receita Líquida | 53,747 | 52,655 | 207,864 | 219,983 |
| Ebitda* | 16,918 | 13,332 | 62,257 | 67,946 |
| Lucro líquido | 12,122 | 7,351 | 35,181 | 36,912 |
*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização
Fonte: InfoMoney
Add comment Outubro 18, 2008

