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Com cortes nos juros, banco vê perspectiva positiva para ações da América Latina
Embora esperada, a flexibilização da política monetária nos países latino-americanos tem acontecido mais cedo e mais intensamente do que o estimado por muitos analistas, como é o caso do Bank of America-Merrill Lynch. Ainda esperando uma queda de pelo menos 150 pontos-base nas taxas da região, a instituição vê perspectiva positiva para os mercados acionários no curto e médio prazo.
Os argumentos dos analistas para tal avaliação são dois. Primeiro, o movimento de flexibilização das taxas combate a atividade econômica mais fraca, sendo que o consumo doméstico e os investimentos liderarão a recuperação econômica esperada para 2010, reforçando uma perspectiva de longo prazo positiva.
Em segundo lugar, o banco cita o fluxo de fundos domésticos, já que taxas básicas de juro menores devem se tornar catalisadoras de médio prazo para a alocação de recursos de fundos em ações, a partir de 2010.
Cautela em relação a certos setores
Apesar dessa visão otimista, o Bank of America-Merrill Lynch faz ressalvas quanto a alguns segmentos. “Nós permanecemos cautelosos em relação à perspectiva para os setores ligados a consumo doméstico e para companhias com alta alavancagem financeira na América Latina”, informam os analistas.
Dentre os riscos para as empresas ligadas a consumo doméstico estão o enfraquecimento das finanças do consumidor e da renda disponível, devido à deterioração dos mercados de trabalho, ao aumento do engessamento dos orçamentos familiares e às despesas com juros, refletindo empréstimos tomados para financiar bens, veículos e imóveis.
Já as companhias com alta alavancagem enfrentam a ameaça de um crescimento econômico menor e uma tendência de escolha de empresas com folhas de balanço mais fortes.
Para os analistas, a continuidade de um cenário pessimista para os mercados de crédito impede os consumidores e as empresas de se beneficiarem de termos de financiamento baratos, ofuscando a eficiência de taxas de juro menores.
Política monetária X Mercados
Dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) é dia de ficar atento na direção da política monetária brasileira, com expectativas de início de um ciclo de flexibilização das taxas por aqui. Enquanto a avaliação do Bank of America-Merrill Lynch mostra otimismo com a tendência, o banco publicou uma análise de correlação dos ciclos de corte com a performance dos índices acionários.
“Os mercados acionários apresentaram retornos positivos durante os ciclos de flexibilização monetária recentes na América Latina: no Brasil (2005 – 2007), no Chile (2001-2004) e no México (2005 – 2006). Porém, nos três países, as taxas básicas de juro apresentam baixa correlação com as ações”, informam os analistas.
Dessa forma, a recomendação é de que os investidores utilizem a política monetária mais como um barômetro do que como um indicador de como será a performance futura das bolsas latino-americanas.
Correlação no Brasil
Entre 2005 e 2007, o País passou por uma época em que a expectativa de inflação para 12 meses caiu de 4,9% para 3,8% e a taxa Selic caiu de 19,75% para 11,25% ao ano. Nesse período, as empresas do setor de consumo, materiais básicos e financeiro tiveram performance acima da média, impulsionadas pela queda do juro básico, pelo crescimento econômico e pelo boom dos preços das commodities.
De acordo com essa análise, o Brasil é o país com o coeficiente de correlação mais alto, de -0,34, com poder de explicação de 12%. No país, os setores com coeficiente mais alto são energia & saneamento e telecomunicações, que chegam perto de -0,40, com poder de explicação de 16%. Do lado oposto, materiais básicos e petróleo são os únicos segmentos cujos coeficientes ficam abaixo de -0,30, com poder de explicação de 9%.
Add comment Janeiro 22, 2009
Mercado financeiro vive momento de otimismo com proximidade da posse de Obama

Posse do presidente dos EUA dá tranquilidade ao mercado financeiro
O mercado financeiro internacional tem vivido um otimismo repentino desde as festas de fim de ano, diante da proximidade da posse de Barack Obama e isso tem se refletido no Brasil. É o que apontam analistas do setor, entrevistados hoje (7) pela Agência Brasil.
Do dia 2 ao dia 6 de janeiro, por exemplo, o Ibovespa, índice que reúne as 66 principais ações negociadas no país, teve valorização de 12,6% somando 42.312 pontos. Ontem (6), o governo brasileiro captou US$ 1 bilhão no mercado internacional, que passou os últimos seis meses com escassez de linhas de crédito, e hoje voltou a obter US$ 25 milhões no mercado asiático.
Mas os analistas destacam que, apesar dos investidores darem mostras de que recuperaram a confiança no sistema financeiro desde o final do ano passado, o primeiro semestre de 2009 ainda pode ser marcado pela instabilidade nas bolsas de valores.
No acumulado de 2008, o Ibovespa recuou em 41,2%, com 37.550 pontos, ante uma alta de 43,6% em 2007. A última vez que os negócios encerraram o ano em queda tinha sido em 2002 (17%).
O resultado do ano passado certamente está associado ao pânico que se espalhou mundo afora após os desdobramentos da crise financeira iniciada nos Estados Unidos e que ganhou seu ápice, no último trimestre do no passado.
Dados da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) indicam que o maior giro financeiro, em 2008, ocorreu em 13 de agosto, quando foi alcançado volume de R$ 13,05 bilhões com valorização do índice em 14,66%, também recorde no ano. Já a menor movimentação ocorreu no dia 26 de dezembro último (R$ 1,1 bilhão).
Na análise da economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, o repentino otimismo dos investidores está relacionado às expectativas em torno da nova gestão do governo norte-americano.
No final de 2008, Obama solicitou um aumento de recursos ao Congresso norte-americano mesmo antes de tomar posse. O novo presidente norte-americano assume no próximo dia 20.
De acordo com a economista, surgiram notícias no últimos dias sobre a possibilidade de que os investimentos norte-americanos possam ultrapassar a R$ 1 trilhão e isso causou empolgação. “Ele [Obama] tem surpreendido o mercado com o anúncio desses investimentos”, acentuou a economista. Na prática, isso significa aumento dos gastos públicos em infra-estrutura (rodovias, ferrovias, saneamento, etc), gerando emprego e renda.
Além disso, o mercado se animou com a decisão de Obama de cortar impostos e, por meio dos incentivos fiscais, colocar um fim à desconfiança do mercado, permitindo maior circulação da moeda e, conseqüentemente, do aumento na oferta de crédito.
“Com a retomada do dinamismo da economia norte-americana, isso puxa as demais economias”, disse ela, lembrando que a intenção de aumentar os gastos públicos não é exclusividade dos norte-americanos, exemplo que vem sendo seguido por outros países da Europa e da Ásia.
Para Alessandra, o Brasil deve se beneficiar com o novo quadro que começa a se desenhar porque, em situação de risco, os investidores migram para a compra de títulos das economias mais desenvolvidas e, se não há mais o temor de antes, a tendência é de um retorno do capital estrangeiro.
Isso explica em parte a valorização do real frente o dólar de 9,2%, no período compreendido entre 29 de dezembro e os primeiros quatro dias de 2009.
Só no dia de ontem (6), o Brasil conseguiu captar um volume de US$ 1 bilhão no mercado internacional com juros de 5,8% e resgate para 10 anos, observou o economista Luis Jurandir Simões, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras). “De outubro para cá, houve uma fuga dos investidores para os títulos norte-americanos como forma de proteção”, lembrou ele.
Simões avalia que o potencial brasileiro na movimentação das commodities (soja, minério de ferro e petróleo, dentre outros) já é um sinal das chances de avanço na economia porque seja qual for a crise, o mundo continuará necessitando de alimentos e outros produtos fornecidos pelo Brasil como o aço, por exemplo. O que emperra a aceleração da atividade produtiva, pondera, “é alto peso da carga tributária”.
Ele destacou que aos poucos as empresas estão voltando a obter crédito e que isso evidencia uma melhora da economia. No entanto, adverte que o ritmo “não vai voltar aos patamares que existia antes da crise”.
Luis Jurandir também não acredita que será repetida a euforia dos investidores no mercado de ações e que levou à pontuação máxima do Ibovespa a 73.616, em 20 de maio do ano passado.
Add comment Janeiro 7, 2009
Mercado financeiro brinca de montanha-russa na semana
As notícias negativas da segunda-feira sobre a recessão confirmada nos Estados Unidos fez com que as bolsas da Ásia fechassem em queda na terça-feira. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio, por exemplo, sofreu baixa 6,35%. Asar da Ásia que o dia lá começa antes.
Na (mesma) terça-feira, as bolsas de Nova York fecharam com altas em seus principais indicadores, que recuperaram parte das perdas sofridas na segunda-feira.
O Dow Jones Industrial, principal índicede Wall Street, subiu 270 pontos (3,31%), para 8.419,09 pontos. Já o indicador da bolsa eletrônica, a Nasdaq, avançou 51,73 pontos (3,7%), para 1.449,8, enquanto o seletivo S&P 500, que mede o rendimento de 500 empresas, subiu 32,6 pontos (3,99%), para 848,81.
Os analistas já previam que o pregão nova-iorquino viveria um dia de alta, depois da queda com que inaugurou dezembro deste desastroso ano para os mercados financeiros. Na segunda-feira, o Dow Jones havia caído 7,7%, o que representou a segunda maior queda percentual do ano.
No Brasil, o mercado financeiro teve um dia “morno” nesta terça. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perdeu ímpeto perto da conclusão das operações e encerrou o pregão com alta moderada, seguindo o bom humor dos mercados em Nova York. O giro fraco de negócios foi inflado por dois leilões para compra de ações de minoritários. O câmbio teve um dia de forte alta e voltou à casa dos R$ 2,40.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,75% e atingiu os 35.000 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,64 bilhões. Nesta terça-feira foram realizados os leilões para compra de ações, de posse dos acionistas minoritários, da Petroquímica União e da Anglo Brazil, o que inflou o volume financeiro desta terça.
A agenda de indicadores esteve fraca novamente e os investidores ficaram atentos ao setor automobilístico norte-americano que passa por grave crise e está em busca de ajuda bilionária do Congresso dos Estados Unidos.
Porém chegou a quarta-feira e os mercados parecem tremer de novo.
A agenda do dia é expressiva em termos de divulgações econômicas nos Estados Unidos, o que imprime uma dose extra de cautela aos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje de mais de 1%, pressionada pelo desempenho negativo dos mercados internacionais e do enfraquecimento contínuo das matérias-primas (commodities).
Uma definição mais clara do mercado hoje está condicionada aos dados que serão divulgados ainda hoje nos EUA, especialmente a pesquisa ADP/Macroeconomic Advisors sobre o número de postos de trabalho criados ou perdidos no setor privado no mês passado.
Add comment Dezembro 3, 2008
Bolsas seguem abaladas com situação econômica
Quem pensava que tinha passado, se enganou. As Bolsas européias operavam em baixa nesta terça-feira em mais um efeito da preocupação dos investidores sobre a capacidade dos países de conter a crise, enquanto as praças asiáticas fecharam em forte queda.
Uma hora depois da abertura, a Bolsa de Londres perdia 1,56% e a de Frankfurt 1,57%. A situação era pior em Paris, com uma queda de 2,5%. Em Moscou, com a queda de 4,93% no índice RTS (em dólares) e de 4,92% no MICEX (em rublos), as negociações foram suspensas por uma hora. As perdas se somam às registradas na véspera. Na segunda-feira, Londres fechou em baixa de 2,38%, Frankfurt de 3,25% e Paris de 3,32%.
Os mercados continuam soferendo com os temores sobre a economia dos Estados Unidos, depois do anúncio da demissão de mais de 50.000 pessoas em todo o mundo pelo gigante bancário Citigroup e com a suspensão do plano de resgate aos bancos americanos.
A preocupação com a conjuntura econômica fez estragos maiores na Ásia. A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 2,28%, um dia depois do governo japonês ter confirmado que a segunda maior economia mundial entrou em recessão, assim como a Eurozona, Alemanha, Itália, Irlanda e Hong Kong. A preocupação com o crescimento econômico da China e os resultados das empresas, somada às realizações de lucros, fizeram a Bolsa de Xangai desabar 6,31%.
Add comment Novembro 18, 2008
Mercado instável: Bovespa fechou com alta de 1,3% na terça e hoje opera em baixa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o pregão desta terça-feira (11) no azul, após ter operado em baixa durante quase todo o dia. O índice Ibovespa – o principal indicador da bolsa paulista – teve alta de 1,32%, aos 37.261 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,3 bilhões.
As cotações do mercado financeiro se reverteram após o anúncio de um plano de ajuda a mutuários em dificuldades nos EUA. Mais cedo, a Bovespa havia registrado queda superior a 5%, com os investidores reagindo negativamente aos resultados corporativos de empresas norte-americanas, como a General Motors e a AIG.
Nos EUA, no entanto, o mercado não registrou uma reação semelhante e se manteve no vermelho. Por volta das 18h10 de Brasília, o índice Dow Jones – principal referência da Bolsa de Nova York – mostrava queda de 1,56%.
Panorama internacional
As bolsas de valores da Europa terminaram em queda nesta terça-feira (11), pressionadas por ações do setor bancário e pelos papéis ligados às commodities. O índice das principais ações européias FTSEurofirst 300 caiu 4,01%, a 885 pontos, depois de ter subido 0,9% na véspera. Em Londres, a queda foi de 3,57%. Em Paris, as perdas foram de 4,83% e em Frankfurt, de 5,25%.
Com o ambiente ainda dominado por preocupações com a atividade econômica e saúde das instituições financeiras nos EUA, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa nesta quarta-feira (12).
Por volta das 16h49, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista caía 6,84%, para os 34.712 pontos.
Confira os indicadores do mercado financeiro
Fonte: G1
Add comment Novembro 12, 2008
Por que o investidor se incomoda tanto com a volatilidade?
A quarta-feira (5) conduziu os investidores de volta à realidade de um mundo em crise: forte queda das bolsas e muita volatilidade. A exemplo de outubro, quando o índice Vix – referência de volatilidade no mercado norte-americano – bateu recordes históricos, o terceiro pregão de novembro foi marcado por retornos bastante distantes da média.
Em princípio, uma distribuição com caudas gordas, ou seja, de uma quantidade razoável de observações longe da média, não deveria causar maior espanto no investidor. Afinal, ganhar R$ 5,00 e depois R$ 15,00 é, em termos de retorno, equivalente a receber R$ 10,00 por duas vezes.
Portanto, assumindo neutralidade ao risco, não há por que se preocupar com um mercado mais volátil. Manter-se indiferente a essa variável, porém, é algo questionável e, por isso, é recorrente esperarmos algum grau de aversão ao risco.
O que é isso?
Formalmente, aversão ao risco implica uma função utilidade individual côncava. Isso quer dizer que a satisfação pessoal do investidor aumenta conforme ampliam-se seus retornos, mas as taxas do incremento são decrescentes.
Imagine-se morto de sede no meio do deserto. O primeiro copo de água lhe proporciona muita satisfação. O segundo também o deixa mais feliz, mas o ganho marginal é menor. O copo seguinte oferece uma adição ainda menor ao seu bem-estar.
Levando o argumento ao universo das finanças, ficaríamos muito felizes se partíssemos de R$ 100 mil para R$ 1 milhão e ainda mais contentes se chegássemos a R$ 1,9 milhão. No entanto, o ganho, em termos de satisfação pessoal, seria maior no primeiro processo do que no segundo.
Relação com a volatilidade
Trazendo a lógica para o contexto da volatilidade, diante de dois portfólios – um cujo retorno é sempre R$ 10,00 e outro que rende, na média, R$ 10,00 e apresenta uma distribuição simétrica em torno desse valor – o investidor avesso ao risco escolhe o primeiro.
Qual a racionalidade da escolha? No segundo caso, quando o investidor ganha R$ 11,00, ele fica mais feliz do que quando recebe R$ 10,00. Entretanto, quando lucra R$ 9,00 fica ainda mais triste – justamente pelo argumento de que a satisfação cresce conforme os retornos, mas a taxas decrescentes. Ou seja, a tristeza causada pela perda de R$ 1,00 (R$ 10,00 – R$ 9,00) é maior do que o benefício proporcionado pelo ganho de R$ 1,00 quando nos movemos de R$ 10,00 para R$ 11,00.
Se sua felicidade aumenta menos quando toma o décimo oitavo copo de água, opte sempre pelas carteiras menos voláteis.
Add comment Novembro 6, 2008
Bolsas dos EUA vivem dia de euforia, e Dow Jones sobe mais de 10%
As bolsas norte-americanas ganharam fôlego no fim do pregão e fecharam em forte alta nesta terça-feira (28), a exemplo do que ocorreu com os mercados de Frankfurt, na Alemanha, e de São Paulo, no Brasil.Todas as três bolsas tiveram valorização de dois dígitos no dia.
O índice Dow Jones, referência para Nova York, fechou em alta de 10,88%, marcando 9.065 pontos. O indicador eletrônico Nasdaq também se recuperou no dia, subindo 9,53%. O índice ampliado Standard & Poor’s, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, avançou 10,79% nesta terça-feira.
O resultado nos EUA é também o segundo maior avanço em pontos da história do índice americano, perdendo somente para a valorização registrada no dia 13 de outubro deste ano, quando o Dow Jones ganhou 936 pontos. Nesta terça, o avanço foi de 889 pontos.
Juros e consumo
No foco também esteve a reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed), que discute a taxa de juro dos Estados Unidos e comunica sua decisão ao fim do encontro, na quarta-feira (29). Muitas apostas são de que o banco central americano irá cortar a taxa dos atuais 1,5% para 1% em resposta à crise global.
Nem o índice de confiança do consumidor – que registra a avaliação da população americana para a economia e atingiu em outubro nível histórico de baixa ao situar-se em 38 pontos -, impediu a alta do mercado americano. Se a redução dos juros se confirmar, a avaliação dos economistas e analistas é que pode haver uma retomada do consumo no país.
Fonte: G1 (Com informações da France Presse, da Reuters e do Valor OnLine)
Add comment Outubro 31, 2008
Como está o mercado para os investidores não-profissionais
Investir em ações não é para qualquer pessoa: é preciso ter o coração forte para agüentar as oscilações comuns em qualquer Bolsa de Valores. Contudo, a atual crise financeira internacional tem exigido doses extras de autocontrole dos investidores “comuns” (que não trabalham no mercado financeiro), que já viram o dinheiro aplicado reduzir-se consideravelmente desde meados de setembro, quando as turbulências se agravaram.
É o caso do funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta, 68 anos, que investe na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) há 20 anos. Horta, que começou a comprar ações com o intuito de garantir uma aposentaria tranqüila, teria um grande prejuízo caso vendesse seus papéis hoje. “Em relação há um ano, meu prejuízo seria de R$ 1 milhão”, calcula. O aposentado acompanha com preocupação a desvalorização da Bolsa paulista, cujas perdas acumuladas desde setembro já esbarram nos 40%. “Nunca houve uma crise igual. É a mais grave desde quando comecei a aplicar em ações. Essa foi para valer”, comenta Horta.
A apreensão de Horta é compartilhada pelo professor universitário Marco Antonio Picon, que aplica na Bovespa há cerca de cinco anos. O professor, que prefere não falar em valores, estima que perdeu mais da metade do capital investido desde que a crise se acentuou.
“Na verdade, deixei de ganhar, porque não realizei o prejuízo. Mas caso vendesse, perderia 55% do total investido. Por isso, acompanho os pregões diariamente, para evitar mais perdas”, afirma.
Os prejuízos sofridos por Horta e Picon podem assustar os ”marinheiros de primeira viagem”, que arriscaram parte de suas economias em um tipo de aplicação marcada pela volatilidade. Mas a recomendação dos especialistas se resume a uma palavra: paciência.
Segundo o gestor da área de Economia e Ciências Contábeis da USCS (Universidade São Caetano do Sul), Francisco Funcia, a Bolsa tem, historicamente, movimentos de altas e baixas e funciona como um termômetro do que está acontecendo nos mercados e do grau de confiança dos agentes econômicos. “Em momentos como esse, ela oscila bastante. Então, quem investiu parte dos seus recursos para um complemento de aposentadoria no futuro precisa ter paciência”, aconselha.
O professor de Finanças do curso de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) José Roberto Ferreira Savoia concorda com Funcia. “As pessoas que não venderam ações até o momento devem permanecer com elas porque agora caíram a um nível bastante baixo. Quem tem como esperar e levar o investimento a um longo prazo deve aguardar, pois a perspectiva é de uma retomada das Bolsas”, avisa.
Já para aqueles que compraram ações na época em que estavam valorizadas, com o intuito de obter lucros rápidos, o conselho é outro. “As pessoas que eventualmente tentaram aproveitar a onda altista que vinha acontecendo no primeiro semestre deste ano e compraram ações com o objetivo de curto prazo, talvez valha a pena vendê-las agora para o prejuízo não ser ainda maior”, pondera Funcia. “De qualquer forma, o conselho geral é: quem puder, não deve mexer”, orienta.
Papéis seguros – É natural que os investidores sofram com o atual momento de incerteza, pois até aqueles que investiram em ações seguras, como a das empresas Vale e Petrobras, já vêem acumular os prejuízos.
Isso porque, quando a crise se instalou, derrubou as exportações de commodities [matérias-primas como petróleo, negociadas no mercado internacional] — setor a que pertencem essas empresas. Com isso, quem investiu nesse setor, migrou para aplicações mais seguras. E o valor desses tipos de ações caiu.
Entretanto, mesmo com a atual desvalorização, o professor de Economia Internacional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Evaldo Alves ainda considera promissor o investimento nesses papéis. “Essas são as ações que vão se recuperar mais rapidamente. Elas serão sempre uma boa alternativa porque são papéis de setores que sempre vão ser necessários, como alimentação e energia. O que não é o caso de ações de empresas de bens dispensáveis, como automóveis e eletrodomésticos”, explica Alves.
Compra – Ao contrário do que muitos possam imaginar, o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para se comprar ações, que estão com os preços consideravelmente mais baixos.
“É um bom momento para comprar, mas apenas se a pessoa pensar em longo prazo. As ações não foram feitas para especular, e sim para quem pretende ter um investimento com boa rentabilidade pensando no futuro, no complemento da aposentadoria”, explica o professor da USCS Francisco Funcia.
A recomendação de Funcia é seguida à risca pelo professor universitário Marco Antonio Picon. “Nesse momento, não penso em vender minhas ações. Pelo contrário, estou comprando mais papéis, pois acredito que a economia vai se recuperar. Bolsa é um investimento de longo prazo”, considera.
O funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta também acredita na recuperação dos mercados. “Não tenho dúvida, isso é só uma questão de tempo. Aliás, se eu tivesse algum valor disponível hoje, compraria mais ações”, comenta.
Mas os economistas alertam que, antes de se arriscar, é necessário conhecer a dinâmica do mercado. “Quem não conhece e não tem tempo de acompanhar, certamente não é uma boa hora para começar”, avisa o professor da FGV Evaldo Alves.
“Primeiro, as pessoas precisam formar um entendimento. Só depois é que devem destinar uma parcela de seus recursos para a renda variável e fazer isso com muito cuidado”, acrescenta o economista da FEA/USP José Roberto Ferreira Savoia.
Carolina Lopes – Do Diário OnLine
Add comment Outubro 27, 2008
Bolsas americanas diminuem perdas após alta na venda de casas
As Bolsas dos Estados Unidos abriram em queda superior a 1% nesta segunda-feira, mas diminuíram as perdas após a inesperada alta nas vendas de casas novas. Os investidores se preocupam com a forte desaceleração da economia, que pode levar a uma recessão, e esperam resultados trimestrais de empresas financeiras e não-financeiras.
Por volta das 13h10, o índice Dow Jones, o mais importante de Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), operava com leve alta de 0,24%, a 8.400 pontos, enquanto o S&P 500 caía 0,21%, para 874,93 pontos. A Bolsa tecnológica Nasdaq tinha baixa de 0,43% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.545,34 pontos.
As vendas de casas novas nos Estados Unidos subiram 2,7% em setembro, informou o Departamento do Comércio americano nesta segunda-feira. Os preços dos imóveis, porém, caíram ao menor nível em quatro anos.
Segundo os dados, a taxa anual ficou em 464 mil unidades, ante 452 mil revista para agosto (queda de 12,6%). Economistas da Reuters esperavam leitura na casa de 450 mil moradias. O preço médio das casas novas, porém, caiu 9,1%, para US$ 218.400, o menor patamar desde setembro de 2004, época em que os preços estavam subindo rapidamente.
Notícias de que o Tesouro dos EUA vai começar a distribuir parte dos US$ 250 bilhões na compra de ações de nove bancos podem levar algum otimismo ao mercado. Os nove bancos são Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Bank of New York Mellon e State Street.
Add comment Outubro 27, 2008




