Posts filed under 'investimentos em ações'
Para especialistas, papéis exigem maior cautela
Reproduzo abaixo um artigo escrito por Luciano Feltrin e que foi publicado no jornal Gazeta Mercantil, há poucos dias. Dicas importantes para estes dias intranquilos: cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Para especialistas, papéis exigem maior cautela
<![]()
São Paulo, 17 de Novembro de 2008 – O investidor que estiver disposto a manter parte de sua carteira posicionada em papéis de pouca liquidez tem de tomar alguns cuidados para não comprometer seu patrimônio em renda variável. Um deles é mapear companhias que mesclem bom potencial de crescimento e ações negociadas a baixo custo. Essa análise dos fundamentos terá de levar em consideração a estrutura de capital das empresas e a possibilidade real de conseguir vender suas ações em algum momento. “É preciso verificar no balanço se a empresa tem capacidade de geração de caixa compatível com o pagamento de suas dívidas e o casamento de prazos”, exemplifica o sócio da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik.
Para o especialista, o investidor deve usar algum dos cálculos básicos para verificar se o valor das ações das companhias em análise estão em conta. “Um é o retorno sobre o valor empregado, uma conta que deve levar em consideração quanto de um investimento a companhia conseguirá trazer para seu resultado”, afirma Mesnik.
Barato que sai caro
O fato de uma ação custar o equivalente a algumas poucas moedas sacadas da carteira não deve entusiasmar o investidor. A avaliação é do professor e educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil. “O valor em conta, por si só, já é um forte indicativo de que o mercado viu alguns motivos para precificar o papel nesse patamar”, diz. “Essas empresas são muito suscetíveis a movimentos especulativos. Alguns desses papéis não têm sequer histórico recente de negociação, o que dificulta a possibilidade de saída do investidor mais à frente. Afinal, ficará muito difícil casar uma ordem de venda com uma de compra pelo valor pretendido”, alerta Calil.
Caso o histórico de negociação do papel seja muito fraco, ainda assim poderá ser vantajoso aplicar na empresa. Isso ocorrerá se a companhia tiver uma política de distribuição de dividendos agressiva para seus acionistas. “Se fizer uma boa seleção, o investidor encontrará diversas empresas que pagam valores superiores àqueles conseguidos em papéis de renda fixa”, afirma o sócio e diretor de operações da Hera Investment, Nicholas Stephan.
Composição da carteira
O comprometimento da carteira de investimentos em ações de pouca liquidez não deve, entretanto, orientar-se apenas pelos parâmetros financeiros das companhias. “Como entre essas ações mais baratas as que costumam ter maior liquidez são as preferenciais, é necessário estar atento à composição societária e à estrutura de governança corporativa da companhia”, diz Stephan.
Para o diretor da Hera, um investidor com perfil mais arrojado pode destinar até 30% de seus investimentos em renda variável em papéis de baixa liquidez com bom preço e potencial de valorização. Já um investidor mais moderado deve aplicar, em média, apenas 10% nesse tipo de papel.
Embora não indique um percentual mínimo de papéis com baixa liquidez para composição de uma carteira acionária, Frederico Mesnik, da Humaitá, aposta na possibilidade de ter ações com bom potencial. “O importante é ter a certeza de que a empresa é boa e que, em algum momento o mercado reconhecerá isso. O difícil é saber em quanto tempo isso acontecerá”, diz.
Caso não tenha paciência para aguardar, a opção é aproveitar a baixa de ações de primeira linha. “A Vale caiu 72% em dólares desde maio, exemplifica o diretor da Intrader, Hydalgo Jr.
Luciano Feltrin – Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 1
Add comment Novembro 20, 2008
Carteiras de ações improváveis podem render bons lucros
Desespero dem uns, oportunidade para outros. Com a crise financeira que se instala no mundo, aumenta a lsita de ações negociadas, literalmente, por centavos. Muitos papéis são rebaixados por dificuldades operacionais ou por não atenderem às metas traçadas. É o caso, por exemplo, da incorporadora Tenda, criticada pela negociação com a Gafisa sem direito aos minoritários, e da Inpar, que negocia nos bastidores do mercado financeiro uma injeção de recursos para se manter na competição imobiliária. Ações sem tradição, como das empresas Tectoy e Millenium, são negociadas por R$ 0,09 (por lote de mil) e R$ 0,04, respectivamente.
Mas e quem compra esses papéis?
Ora, são os Indiana Jones do mercado acionário. Não são propriamente aventureiros, mas estes investidores que andam à caça de tesouros escondidos, certamente gostam de riscos.
Essas ações, supostamente de risco, podem não ser de primeira linha em termos de resultados ou liquidez, mas é comum se tornarem uma boa poupança, especialmente em momentos de crise. “Gosto das ações de R$ 1,99. São os papéis que me deram os maiores retornos da vida”, comenta professor universitário Henrique Demiya. E acrescenta: “O que ninguém quer, eu quero.”
O investidor estilo Indiana Jones, aproveita os momentos de baixa do mercado e os preços em conta, não sem antes ficar pendurado horas e mais horas estudando balanços e acompanhando os fatores que podem afetar positiva ou negativamente as empresas. Esse é o segredo para definir os momentos certos de entrada e saída. O professor Henrique, por exemplo, comprou papéis da Tectoy por R$ 0,04 e vendeu a R$ 0,07, uma valorização de 75%. Em cinco pregões, transformou um capital de R$ 28 mil em R$ 49 mil.
Add comment Novembro 18, 2008
Apesar de crise, investimento estrangeiro em setembro é 2º maior da história
Por EDUARDO CUCOLO – Folha Online
Os investimentos estrangeiros no setor produtivo do país atingiram em setembro o segundo maior resultado da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.
Segundo dados do BC, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 6,258 bilhões no mês passado, atrás apenas do resultado registrado em junho do ano passado (US$ 10,3 bilhões).
Já os investimentos em carteira (no mercado financeiro) registram um saída de US$ 1,246 bilhão. Houve uma perda de US$ 1,877 bilhão no mercado de ações e uma entrada de US$ 632 milhões em renda fixa.
No ano, os investimentos produtivos somam US$ 30,8 bilhões e o capital estrangeiro no mercado está positivo em US$ 16,9 bilhões. Do investimento em ações, resta apenas US$ 1,17 bilhão no país. No ano passado, foram investidos US$ 26,2 bilhões em ações.
Em outubro, já entraram no país US$ 3 bilhões em investimentos produtivos e o BC prevê encerrar o mês com US$ 3,5 bilhões, acima da média de US$ 2 bilhões registrada nos últimos tempos.
“Esses ingressos que estão sendo registrados agora são decisões que podem ter sido tomadas lá atrás. No investimento direto, o olhar é sempre de longo prazo”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
No mercado financeiro, o BC registrou saída de US$ 4,394 bilhões em ações do país até 23 de outubro. Na renda fixa saíam US$ 842 milhões.
Vulnerabilidade externa
Os dados de investimentos estrangeiros fazem parte do relatório do setor externo do BC, que mostra também uma saída de dinheiro por meio das transações correntes, que incluem as contas de serviços e rendas e a balança comercial.
As transações correntes do Brasil com o exterior, importante indicador que mede a vulnerabilidade externa do país, registrou déficit de US$ 2,769 bilhões em setembro, resultado pior que o registrado no mês de agosto (US$ 1,09 bilhão).
Com isso, o resultado negativo acumulado no ano já chega a US$ 23,264 bilhões –no mesmo período de 2007, o resultado era um superávit de US$ 3,6 bilhões, segundo dados do Banco Central.
O Brasil não registrava déficit nas suas transações correntes desde 2002. Mas o aumento das remessas de lucros para o exterior e a queda no saldo da balança comercial mudaram esse resultado.
Remessas de lucros
A conta de transações correntes é formada pelo superávit da balança comercial (US$ 19,7 bilhões no ano), pelas transferências unilaterais (US$ 2,84 bilhões) e pelos serviços e rendas (-US$ 45,7 bilhões).
A principal diferença em relação ao ano passado é o superávit menor da balança comercial, devido ao aumento das importações, e o aumento das remessas de lucros e dividendos das multinacionais, que somaram US$ 3,45 bilhões em setembro e US$ 28,2 bilhões no ano.
“A expectativa era de acomodação nessas remessas, mas houve um aumento no final do mês. Ela decorreu de necessidade de recursos devido ao acirramento da crise”, afirmou Altamir.
Ele afirmou que essas remessas devem cair, devido à redução na lucratividade das empresas estrangeiras no país, entre outros fatores. Nos 23 primeiros dias de outubro, saíram do país US$ 1,126 bilhão.
Dentro da contas de serviços e rendas destacam-se também os gastos dos brasileiros em viagens internacionais, que atingiram US$ 1,124 bilhão em setembro e US$ 8,9 bilhões no ano.
Fonte: Folha Online
Add comment Novembro 12, 2008

