Mercado financeiro brinca de montanha-russa na semana
Dezembro 3, 2008
As notícias negativas da segunda-feira sobre a recessão confirmada nos Estados Unidos fez com que as bolsas da Ásia fechassem em queda na terça-feira. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio, por exemplo, sofreu baixa 6,35%. Asar da Ásia que o dia lá começa antes.
Na (mesma) terça-feira, as bolsas de Nova York fecharam com altas em seus principais indicadores, que recuperaram parte das perdas sofridas na segunda-feira.
O Dow Jones Industrial, principal índicede Wall Street, subiu 270 pontos (3,31%), para 8.419,09 pontos. Já o indicador da bolsa eletrônica, a Nasdaq, avançou 51,73 pontos (3,7%), para 1.449,8, enquanto o seletivo S&P 500, que mede o rendimento de 500 empresas, subiu 32,6 pontos (3,99%), para 848,81.
Os analistas já previam que o pregão nova-iorquino viveria um dia de alta, depois da queda com que inaugurou dezembro deste desastroso ano para os mercados financeiros. Na segunda-feira, o Dow Jones havia caído 7,7%, o que representou a segunda maior queda percentual do ano.
No Brasil, o mercado financeiro teve um dia “morno” nesta terça. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perdeu ímpeto perto da conclusão das operações e encerrou o pregão com alta moderada, seguindo o bom humor dos mercados em Nova York. O giro fraco de negócios foi inflado por dois leilões para compra de ações de minoritários. O câmbio teve um dia de forte alta e voltou à casa dos R$ 2,40.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 0,75% e atingiu os 35.000 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,64 bilhões. Nesta terça-feira foram realizados os leilões para compra de ações, de posse dos acionistas minoritários, da Petroquímica União e da Anglo Brazil, o que inflou o volume financeiro desta terça.
A agenda de indicadores esteve fraca novamente e os investidores ficaram atentos ao setor automobilístico norte-americano que passa por grave crise e está em busca de ajuda bilionária do Congresso dos Estados Unidos.
Porém chegou a quarta-feira e os mercados parecem tremer de novo.
A agenda do dia é expressiva em termos de divulgações econômicas nos Estados Unidos, o que imprime uma dose extra de cautela aos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje de mais de 1%, pressionada pelo desempenho negativo dos mercados internacionais e do enfraquecimento contínuo das matérias-primas (commodities).
Uma definição mais clara do mercado hoje está condicionada aos dados que serão divulgados ainda hoje nos EUA, especialmente a pesquisa ADP/Macroeconomic Advisors sobre o número de postos de trabalho criados ou perdidos no setor privado no mês passado.
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