Archive for Outubro, 2008

Ações: investimento indicado para formação de patrimônio

Ações como investimento a longo prazo

Ações como investimento a longo prazo

Neste momento de “crise” algumas verdades mudam, pelo menos temporariamente. O que hoje é realidade, amanhã pode ser diferente. Mas alguns conceitos servem para todos momentos, tanto d alta como de baixa, quando falamos em investimentos em ações.

Embora o folclore do mercado destaque casos de investidores que tiveram grandes ganhos no curto prazo na bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide investir em ações.

O princípio básico é que, por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos. O mais recomendado é que o investidor diversifique os investimentos entre várias opções de poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos.

É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações. Ou que tenha bons conhecimentos e esteja sempre atualizado. Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias, acessar informações específicas requerem esforço.

As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados.

O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários financeiros.

Mas seja qual for a forma como vai investir, é semrpe muito importante que o investidor (principalmente o iniciante) busque o máximo de conhecimentos, como ler livros, assistir palestras e fazer cursos sobre investimentos em ações.

Mas definitivamente, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente, se assessorado ou por sua conta. O importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de patrimônio.

Add comment Outubro 31, 2008

Bolsas dos EUA vivem dia de euforia, e Dow Jones sobe mais de 10%

As bolsas norte-americanas ganharam fôlego no fim do pregão e fecharam em forte alta nesta terça-feira (28), a exemplo do que ocorreu com os mercados de Frankfurt, na Alemanha, e de São Paulo, no Brasil.Todas as três bolsas tiveram valorização de dois dígitos no dia.

O índice Dow Jones, referência para Nova York, fechou em alta de 10,88%, marcando 9.065 pontos. O indicador eletrônico Nasdaq também se recuperou no dia, subindo 9,53%. O índice ampliado Standard & Poor’s, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, avançou 10,79% nesta terça-feira.

O resultado nos EUA é também o segundo maior avanço em pontos da história do índice americano, perdendo somente para a valorização registrada no dia 13 de outubro deste ano, quando o Dow Jones ganhou 936 pontos. Nesta terça, o avanço foi de 889 pontos.

Juros e consumo
No foco também esteve a reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed), que discute a taxa de juro dos Estados Unidos e comunica sua decisão ao fim do encontro, na quarta-feira (29). Muitas apostas são de que o banco central americano irá cortar a taxa dos atuais 1,5% para 1% em resposta à crise global.

Nem o índice de confiança do consumidor – que registra a avaliação da população americana para a economia e atingiu em outubro nível histórico de baixa ao situar-se em 38 pontos -, impediu a alta do mercado americano. Se a redução dos juros se confirmar, a avaliação dos economistas e analistas é que pode haver uma retomada do consumo no país.

Fonte: G1 (Com informações da France Presse, da Reuters e do Valor OnLine)

Add comment Outubro 31, 2008

Como está o mercado para os investidores não-profissionais

Investidores precisam avaliar bem as possibilidades e tendências do mercado de ações

Investidores precisam avaliar bem as possibilidades e tendências do mercado de ações

Investir em ações não é para qualquer pessoa: é preciso ter o coração forte para agüentar as oscilações comuns em qualquer Bolsa de Valores. Contudo, a atual crise financeira internacional tem exigido doses extras de autocontrole dos investidores “comuns” (que não trabalham no mercado financeiro), que já viram o dinheiro aplicado reduzir-se consideravelmente desde meados de setembro, quando as turbulências se agravaram.

É o caso do funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta, 68 anos, que investe na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) há 20 anos. Horta, que começou a comprar ações com o intuito de garantir uma aposentaria tranqüila, teria um grande prejuízo caso vendesse seus papéis hoje. “Em relação há um ano, meu prejuízo seria de R$ 1 milhão”, calcula. O aposentado acompanha com preocupação a desvalorização da Bolsa paulista, cujas perdas acumuladas desde setembro já esbarram nos 40%. “Nunca houve uma crise igual. É a mais grave desde quando comecei a aplicar em ações. Essa foi para valer”, comenta Horta.

A apreensão de Horta é compartilhada pelo professor universitário Marco Antonio Picon, que aplica na Bovespa há cerca de cinco anos. O professor, que prefere não falar em valores, estima que perdeu mais da metade do capital investido desde que a crise se acentuou.

“Na verdade, deixei de ganhar, porque não realizei o prejuízo. Mas caso vendesse, perderia 55% do total investido. Por isso, acompanho os pregões diariamente, para evitar mais perdas”, afirma.

Os prejuízos sofridos por Horta e Picon podem assustar os ”marinheiros de primeira viagem”, que arriscaram parte de suas economias em um tipo de aplicação marcada pela volatilidade. Mas a recomendação dos especialistas se resume a uma palavra: paciência.

Segundo o gestor da área de Economia e Ciências Contábeis da USCS (Universidade São Caetano do Sul), Francisco Funcia, a Bolsa tem, historicamente, movimentos de altas e baixas e funciona como um termômetro do que está acontecendo nos mercados e do grau de confiança dos agentes econômicos. “Em momentos como esse, ela oscila bastante. Então, quem investiu parte dos seus recursos para um complemento de aposentadoria no futuro precisa ter paciência”, aconselha.

O professor de Finanças do curso de Administração da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) José Roberto Ferreira Savoia concorda com Funcia. “As pessoas que não venderam ações até o momento devem permanecer com elas porque agora caíram a um nível bastante baixo. Quem tem como esperar e levar o investimento a um longo prazo deve aguardar, pois a perspectiva é de uma retomada das Bolsas”, avisa.

Já para aqueles que compraram ações na época em que estavam valorizadas, com o intuito de obter lucros rápidos, o conselho é outro. “As pessoas que eventualmente tentaram aproveitar a onda altista que vinha acontecendo no primeiro semestre deste ano e compraram ações com o objetivo de curto prazo, talvez valha a pena vendê-las agora para o prejuízo não ser ainda maior”, pondera Funcia. “De qualquer forma, o conselho geral é: quem puder, não deve mexer”, orienta.

Papéis seguros – É natural que os investidores sofram com o atual momento de incerteza, pois até aqueles que investiram em ações seguras, como a das empresas Vale e Petrobras, já vêem acumular os prejuízos.

Isso porque, quando a crise se instalou, derrubou as exportações de commodities [matérias-primas como petróleo, negociadas no mercado internacional] — setor a que pertencem essas empresas. Com isso, quem investiu nesse setor, migrou para aplicações mais seguras. E o valor desses tipos de ações caiu.

Entretanto, mesmo com a atual desvalorização, o professor de Economia Internacional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Evaldo Alves ainda considera promissor o investimento nesses papéis. “Essas são as ações que vão se recuperar mais rapidamente. Elas serão sempre uma boa alternativa porque são papéis de setores que sempre vão ser necessários, como alimentação e energia. O que não é o caso de ações de empresas de bens dispensáveis, como automóveis e eletrodomésticos”, explica Alves.

Compra – Ao contrário do que muitos possam imaginar, o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para se comprar ações, que estão com os preços consideravelmente mais baixos.

“É um bom momento para comprar, mas apenas se a pessoa pensar em longo prazo. As ações não foram feitas para especular, e sim para quem pretende ter um investimento com boa rentabilidade pensando no futuro, no complemento da aposentadoria”, explica o professor da USCS Francisco Funcia.

A recomendação de Funcia é seguida à risca pelo professor universitário Marco Antonio Picon. “Nesse momento, não penso em vender minhas ações. Pelo contrário, estou comprando mais papéis, pois acredito que a economia vai se recuperar. Bolsa é um investimento de longo prazo”, considera.

O funcionário público aposentado Artur Barbosa Horta também acredita na recuperação dos mercados. “Não tenho dúvida, isso é só uma questão de tempo. Aliás, se eu tivesse algum valor disponível hoje, compraria mais ações”, comenta.

Mas os economistas alertam que, antes de se arriscar, é necessário conhecer a dinâmica do mercado. “Quem não conhece e não tem tempo de acompanhar, certamente não é uma boa hora para começar”, avisa o professor da FGV Evaldo Alves.

“Primeiro, as pessoas precisam formar um entendimento. Só depois é que devem destinar uma parcela de seus recursos para a renda variável e fazer isso com muito cuidado”, acrescenta o economista da FEA/USP José Roberto Ferreira Savoia.

Carolina Lopes – Do Diário OnLine

Add comment Outubro 27, 2008

Bolsas americanas diminuem perdas após alta na venda de casas

As Bolsas dos Estados Unidos abriram em queda superior a 1% nesta segunda-feira, mas diminuíram as perdas após a inesperada alta nas vendas de casas novas. Os investidores se preocupam com a forte desaceleração da economia, que pode levar a uma recessão, e esperam resultados trimestrais de empresas financeiras e não-financeiras.

Por volta das 13h10, o índice Dow Jones, o mais importante de Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), operava com leve alta de 0,24%, a 8.400 pontos, enquanto o S&P 500 caía 0,21%, para 874,93 pontos. A Bolsa tecnológica Nasdaq tinha baixa de 0,43% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.545,34 pontos.

As vendas de casas novas nos Estados Unidos subiram 2,7% em setembro, informou o Departamento do Comércio americano nesta segunda-feira. Os preços dos imóveis, porém, caíram ao menor nível em quatro anos.

Segundo os dados, a taxa anual ficou em 464 mil unidades, ante 452 mil revista para agosto (queda de 12,6%). Economistas da Reuters esperavam leitura na casa de 450 mil moradias. O preço médio das casas novas, porém, caiu 9,1%, para US$ 218.400, o menor patamar desde setembro de 2004, época em que os preços estavam subindo rapidamente.

Notícias de que o Tesouro dos EUA vai começar a distribuir parte dos US$ 250 bilhões na compra de ações de nove bancos podem levar algum otimismo ao mercado. Os nove bancos são Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Bank of New York Mellon e State Street.

Add comment Outubro 27, 2008

Analista diz que seria uma boa opção investir parte do FGTS na Bolsa

Sei que o mercado está ainda incerto, uma semana sobe, na outra, desce. Mas cabe registrar aqui a indicação de um expert, o sócio-diretor da BDO Trevisan da área de Gestão de Riscos.

Ratificando o que já vinha dizendo desde que se instalou a crise de crédito nos Estados Unidos (EUA), Márcio Peppe ressaltou, na semana passada, que os investimentos em ações ainda oferecem melhor rendimento. “Mesmo com todo o cenário de queda, os investidores da Bolsa que aplicaram pensando no longo prazo, certamente não se decepcionarão”, afirma.

A lei brasileira não permite que se utilize o FGTS para investir na Bolsa de Valores. Entretanto, houveram dois casos pontuais que se foi possível investir parte do fundo em ações e, analisando esses casos ocorridos, Márcio Peppe disse quee, se fosse possível utilizar o FGTS para investir em ações, seria o melhor negócio. “O FGTS é uma poupança de longo prazo e, certamente, o dinheiro do Fundo, investido em Bolsa, renderia muito mais que o perfil atual”, conclui.

Add comment Outubro 21, 2008

Mercado inicia a semana melhor equilibrado

A Bolsa de São Paulo acompanhou o movimento dos pregões internacionais e inicia a semana com alta de 8,36%, aos 39.441 pontos. A movimentação financeira foi de 5,128 bilhões.

As altas foram da Gafisa (17,21%), Cosan (13,9%), Sabesp (13,37%), B2W Varejo (12,98%) e Vale (12,69%). O dólar encerrou o dia com alta de 0,24%, cotado a R$ 2,125.

As ações negociadas nas bolsas de valores da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, puxadas pelos ganhos nos setores de petróleo e bancos. O bom comportamento das bolsas em Nova York também contribuiu para o fechamento positivo dos mercados europeus. O índice FTSEurofirst 300, principal indicador de ações da Europa, fechou em alta de 3,3%, de acordo com dados preliminares, aos 924 pontos, marcando a segunda sessão consecutiva de alta.

Em Nova York, o mercado acionário também teve desempenho positivo. Dow Jones emcerrou em alta de 4,67%, e a Nasdaq, de 3,43%.

Na Ásia onde a terça feita já está terminando, a maioria das bolsas asiáticas encerrou o pregão com resultados positivos, de olho em novas medidas que podem ser anunciadas pelos Estados Unidos para conter a crise financeira. Seul, Hong Kong e Xangai fecham com leves baixas. A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 3,3 no terceiro dia de ganhos para as ações da Canon Inc.

Add comment Outubro 21, 2008

Investidores contam o que aprenderam com a crise na Bovespa

Investidores contam suas experiências na Bolsa de Valores

Investidores contam suas experiências na Bolsa de Valores

Os sucessivos “tombos” da Bovespa, acompanhados de raros momentos de euforia, têm tirado o sono dos pequenos investidores que apostaram no mercado de ações e amargam prejuízos com o fim do ciclo de valorização causado pela crise financeira internacional: em 2008, o principal índice da bolsa paulista já caiu 43%.

Atraídas pelos últimos cinco anos de alta do Ibovespa (que saltou dos 11.268 pontos, em 2002, para 63.886, em 2007), muitas pessoas físicas colocaram dinheiro em renda variável recentemente. Segundo números da Bovespa, considerados os meses de setembro, o número de investidores individuais cresceu de 284,5 mil, em 2007, para 527,6 mil, neste ano.

Para muitos desses investidores, o sobe-e-desce recente nas bolsas em todo o mundo é uma experiência inesperada e um exercício de paciência indesejado por quem só queria rendimento maiores. Por isso, o G1 entrevistou investidores que sentiram na pele – e no bolso – os efeitos da “montanha russa” financeira. Eles contam o que aprenderam com a crise financeira.

Saída definitiva
O representante comercial Dorival dos Santos, 59 anos, tirou R$ 2 mil da renda fixa para aplicar em um fundo de ações da Vale e da Petrobras. “Eles me mostraram o quanto as ações tinham subido no ano passado, e eu pensei: vou colocar alguma coisa só para ver como funciona.”

O objetivo, segundo Dorival, era usar o rendimento  para comprar uma televisão LCD no final do ano. Mas o sobe-e-desce esgotou a paciência do investidor. Há cerca de 15 dias, decidiu pegar o dinheiro de volta antes que a situação ficasse pior: resgatou R$ 1,3 mil. “Foi sufoco, resolvi tirar porque senão não ia comprar nem um chicletinho.”

O que aprendeu: “Eu não entro mais. É um mercado legal para quem tem disponibilidade, para quem gosta de sofrer, é ótimo. Eu prefiro uma coisa mais light.”

Diversificação
O empresário Franklin Toassa, 25 anos, começou a investir em ações há cerca de dez meses. Optou por diversas formas de renda variável: um fundo de ações escolhidas por uma corretora, um fundo de papéis da Vale e Petrobras e ações que comprou pelo home broker. Ele estima que, até agora, tenha perdido cerca de R$ 6 mil.

Toassa diz que superou o nervosismo das perdas porque não tem planos de usar o dinheiro aplicado no curto prazo. Apesar disso, lamenta não ter aplicado parte das economias em investimentos que pudesse resgatar em caso de necessidade. “A gente não espera uma super queda dessas.”

O que aprendeu: “A diversificar mais. Eu colocaria dinheiro em outras coisas também para ter mais liquidez. Ação é para longo prazo.”

Mudança de estratégia
O economista Rodrigo Nogueira, de 25 anos, começou a operar na Bovespa na época das “vacas gordas”, em 2004. Ainda estudante, aplicou R$ 500 e entrou e saiu diversas vezes do mercado financeiro, aproveitando a tendência de alta. Aos poucos, aumentou o montante aplicado.

O economista diz que, no balanço dos quatro anos em que aplica no mercado financeiro, já está no negativo. Não desistiu, no entanto, de investir em bolsa. Pelo contrário: diz que agora aposta no longo prazo e que não fará parte do “efeito manada”, em que investidores saem da bolsa por conta das perdas.

Por acreditar que o certo é “comprar na baixa e vender na alta”, o economista voltou à Bovespa recentemente, quando o índice chegou aos 40 mil pontos. Para se proteger, trocou ações mais arrojadas – e arriscadas – por papéis tradicionais.

O que aprendeu: “O jeito é “esquecer do dinheiro por um tempo (…) A estratégia é tentar diminuir esse prejuízo, tem que ter frieza nesses momentos.”

Influência do gerente
O assessor jurídico Renato Pires, 34 anos, nem tinha interesse no mercado de ações. Estava feliz com os seus R$ 40 mil aplicados na velha poupança. Entrou em março, seguindo recomendação de seu irmão mais novo, gerente de banco, que recomendou investimento em um fundo que cobria perdas de até 12%.

Como a desvalorização do mercado superou o valor garantido pelo banco, ele já acumula perdas de R$ 8,5 mil. “Vou esperar até março, quando empatar eu vou sair. Já disse para o meu irmão que, se eu precisar do dinheiro nesse tempo, ele vai ter que me pagar a diferença.”

O que aprendeu: “Se fosse hoje eu não aplicaria de novo, deixaria lá na conta-poupança. É um mercado que tem influência de acontecimentos mundiais. Você está investindo em uma coisa sobre a qual você não consegue controlar tudo.”

Mais informação
O economista Leandro Marques, 25 anos, não é novato no mercado de ações: começou a investir há cinco anos e já enfrentou os altos e baixos do mercado. Nada parecido, no entanto, com os efeitos da crise financeira atual.

Até agora, ele estima ter perdido cerca de 30% de seus investimentos. “Eu só tinha vivido realizações normais, de crise política, essas coisas. Você nunca imagina que vai passar pela pior crise desde 1929”, diz.

Embora ainda acredite no mercado de ações e esteja tranqüilo porque quer usar o dinheiro apenas na aposentadoria, ele acredita que poderia ter ficado mais atento aos indícios da gravidade da crise e, quem sabe, vendido alguns papéis antes do aprofundamento da baixa.

O que aprendeu: “Daqui pra frente vou ficar mais atento para este tipo de noticiário (o econômico internacional). Se estivesse mais informado, talvez pudesse ter comprado menos. Isso serve de lição.”

Add comment Outubro 18, 2008

Petrobras: Citi reduz preços-alvo, mas segue sugerindo “compra” às ações

Recomendação de compra para ações da Petrobrás

Recomendação de compra para ações da Petrobrás

Por: Gabriel Ignatti Casonato

A recente volatilidade dos mercados tem penalizado duramente os ativos de empresas reconhecidamente sólidas na bolsa brasileira. A principal delas, para muitos, é a Petrobras, cujos bons fundamentos têm sido deixados de lado pelos investidores à luz dos temores envolvendo os desdobramentos da crise global de crédito.

Mas além do forte prejuízo causado aos papéis, as conseqüências do colapso também têm afetado as projeções de diversos analistas para a estatal. Nesta sexta-feira (17), foi a vez de o Citigroup levar em conta o atual cenário para reduzir seu preço-alvo tanto para as ações ordinárias quanto às preferenciais.

Entre os principais vetores responsáveis pela redução do target, destaque para a expectativa de redução dos investimentos previstos no plano estratégico da companhia em função da crise, além da forte queda nos preços do petróleo e do baixo patamar dos ativos da companhia.

Código Preço-alvo anterior Preço-alvo atual Upside*
PETR3 R$ 59,00 R$ 52,00 87%
PETR4 R$ 50,00 R$ 43,00 89%

*Potencial de valorização para os próximos doze meses com base nas cotações de fechamento de 17 de outubro

Com relação ao primeiro item, o banco lembra que a própria Petrobras afirmou que, sob a nova ótica da crise mundial, os novos projetos da empresa enfrentarão dificuldades na medida em que precisarão de crédito, o que obrigará a companhia a revisar seus investimentos estratégicos até 2020.

Neste sentido, vale lembrar que a estatal decidiu nesta sexta-feira adiar a divulgação de seu plano de negócios para o período de 2009-2013, que estava programada para este mês, “em função da necessidade de concluir as análises dos projetos, frente às novas condições conjunturais”, informou.

Por sua vez, a deterioração das condições de crédito também irá impactar o crescimento econômico de alguns dos maiores mercados consumidores de petróleo do mundo, o que deve reduzir a demanda e manter os preços do produto em baixa. Neste caso, os próximos resultados da estatal devem ser afetados, afirma o Citi.

Por fim, o fraco desempenho das ações da Petrobras no ano obriga uma revisão no target. Depois de acumularem expressivas altas no ano passado, os papéis ordinários e preferenciais da petrolífera somam perdas de mais de 40% em 2008, atribuída em grande parte ao conturbado cenário externo.

Recomendação de “compra” é mantida
A despeito dos impactos de tais referências e da conseqüente redução de seus preços-alvo, o Citi continua recomendando “compra” às ações da Petrobras. O forte potencial de valorização dos ativos, de quase 90%, para os próximos doze meses, mesmo após o corte no target, é um dos pontos que sustenta o otimismo.

Em adição, a instituição lembra que com a crescente preocupação em torno da crise, os investidores não estão dando o devido valor a alguns importantes catalisadores para os papéis, como os bons fundamentos e o grande potencial das novas reservas descobertas pela petrolífera.

Neste último item, o banco acredita no forte potencial de exploração das reservas do pré-sal e na agilidade quanto à resolução dos trâmites envolvidos na operação. Ele espera para 2013 o início das operações e dez plataformas em pleno vapor até 2017.

Projeções do Citi para os resultados da Petrobras
Baseando-se na análise, os analistas do Citigroup divulgaram também suas perspectivas para os resultados trimestrais e anuais da Petrobras. Apesar de expectativa de que o arrefecimento da demanda por petróleo exerça certa pressão, os números devem continuar mostrando uma expansão dos indicadores operacionais da estatal.

(em R$ bilhões) 3º tri/08 4º tri/08 2008 2009
Receita Líquida 53,747 52,655 207,864 219,983
Ebitda* 16,918 13,332 62,257 67,946
Lucro líquido 12,122 7,351 35,181 36,912

*Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Fonte: InfoMoney

Add comment Outubro 18, 2008

Chove nos EUA e respinga no mundo inteiro

Dai Kurokawa, EPA - Chove nos EUA e respinga no mundo inteiro

Dai Kurokawa, EPA - Chove nos EUA e respinga no mundo inteiro

E não é que o macaquinho do post anterior tinha razão em continuar assustado? Os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foram suspensos por 30 minutos nesta quarta-feira, depois que o principal índice da bolsa caiu 10 por cento, acionando automaticamente o circuit breaker.

O índice Ibovespa, aprofundou as perdas do dia na última hora de negócios, acompanhando a deterioração do mercado acionário americano. Às 16h59, na mínima do dia até então, o Ibovespa perdia 14,81%, aos 35.411 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em queda de 7,87%, a maior desde outubro de 1987, segundo informações preliminares. O Nasdaq perdeu 8,47% e o S&P-500 declinou 9,04%.

O pessimismo no mercado deve-se ao medo de que o mundo esteja à beira ou mesmo esteja já efectivamente em recessão. O crescente temor de uma recessão mundial voltou a afetar as Bolsas nesta quinta-feira, levando Tóquio a registrar o pior resultado em duas décadas e deixando a Europa em queda livre pelo segundo dia consecutivo, depois da quarta-feira de perdas históricas em Wall Street.

As quebras que foram registradas ontem surgem após a divulgação de alguns dados nos EUA que dão conta de um decréscimo de 1,2% nas vendas a do varejo em setembro. Os investidores estão reagindo às declarações do presidente da Federal Reserve, Ben Bernanke, que afirmou que mesmo com a estabilização dos mercados, a recuperação nos EUA não vai acontecer de forma imediata.

A economia americana vai se recuperar, porém lentamente. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo presidente do Fed, o banco central americano. Ele garantiu que a economia do país sairá fortalecida da crise. Bernanke disse que os problemas na economia e nos mercados “são grandes e complexos”. Mas acrescentou que agora os Estados Unidos já dispõem das ferramentas necessárias para enfrentar as dificuldades.

Mercadinho nervoso, hein? O ilustre quis dar uma palavra de confiança na recuperação do mercado financeiro e deixou todo mundo nervoso. Literalmente.

Add comment Outubro 16, 2008

Medidas devolvem tranquilidade ao mercado financeiro

Pavor no mercado financeiro!

O pavor do mercado ficou para trás?

Depois do pavor do mercado financeiro mundial da última semana, o otimismo demonstrado na segunda-feira (13), com alta nas bolsas de valores do mundo inteiro pode ser o primeiro sinal de que a crise financeira, que começou nos Estados Unidos e chegou ao Brasil nos últimos dias, pode estar passando.

Ontem, o dia foi de euforia nas bolsas em todo o mundo.  As Bolsas de Nova York abriram em alta com os mercados americanos repercutindo positivamente os acordos anunciados pelo grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) em Washington, e pelas 15 nações européias que integram a zona do euro, em Paris, no intuito de estimular o sistema bancário. É válido lembrar que, na semana passada, o índice Dow Jones registrou o pior desempenho semanal em 112 anos de história.

Pela manhã, o índice Dow Jones subia 4,96%, o Nasdaq-100 tinha alta de 4,80% e o S&P 500 tinha ganho de 5,14%.

Na última sexta-feira (dia 10), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, apresentou mais detalhes sobre seus planos de comprar ações de bancos, enquanto os ministros de finanças do G-7 e diretores de bancos centrais exortaram seus membros a adotar as medidas que forem necessárias para restaurar a confiança nos mercados. E ontem, em Paris, os líderes dos 15 países da zona do euro concordaram com um plano de ação que irá garantir os empréstimos interbancários até 2009 e permitir que os governos comprem ações de companhias financeiras em dificuldades.

Ontem, foi a vez de o Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) e o Banco Nacional da Suíça (o BC suíço) afirmarem que irão emprestar quantias ilimitadas de recursos para os bancos. O Reino Unido vai injetar também US$ 63 bilhões em três bancos e a Alemanha apresentou seu próprio plano de recapitalização, de US$ 107 bilhões. As bolsas européias mantiveram na metade do pregão desta terça-feira, 14, a recuperação iniciada na segunda-feira com altas médias superiores a 5%, graças aos pacotes de resgate para os bancos aprovados na Europa e nos Estados Unidos.

Hoje (14), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém o clima de otimismo nas primeiras horas de operação. Os economistas atribuem o entusiasmo às medidas tomadas pelos governos europeus no fim de semana e à decisão hoje do governo norte-americano de usar US$ 250 bilhões para capitalizar os grandes bancos do país. Depois de subir quase 7% no início dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu um pouco de força. Por volta das 14h, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 2,76%, aos 41.957 pontos, com os investidores aproveitando a forte alta da véspera para realizar lucros.

Add comment Outubro 14, 2008

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